O indie rock está vivo, a melhor música dos últimos tempos e o new grave

4 10 2009

“And so there’s a change… in your emotions
and all of these memories come rushing
like feral waves to your mind of the curl of your bodies
like two perfect circles entwined
and you feel hopeless, and homeless
and lost in the haze of the wine”

- The Airbone Toxic Event, em “Sometime Around Midnight”.

* Se eu disser que tem uma banda brasileira que faz parte do atual movimento de nugaze, mas que atua desde 1994, já tocou em Londres e é de Campinas, você enlouquece?

Lua Nova, música boa – Stephenie Meyer não esconde nas linhas do livro “Crepúsculo” o quanto ama Muse. Quando o livro virou filme, “Supermassive Black Hole”, um dos hinos da banda, também esteve presente nas telas. E agora, na seleção de músicas para a continuação de “Crepúsculo” no cinema, “Lua Nova”, a trilha sonora mostra o bom gosto da escritora, de uma forma geral. Obviamente, tem Muse de novo:

1. Death Cab For Cutie – “Meet Me On The Equinox”
2. Band Of Skulls – “Friends”
3. Thom Yorke – “Hearing Damage”
4. Lykke Li – “Possibility”
5. The Killers – “A White Demon Love Song”
6. Anya Marina – “Satellite Heart”
7. Muse – “I Belong To You (New Moon)”
8. Bon Iver and St. Vincent – “Roslyn”
9. Black Rebel Motorcycle Club – “Done All Wrong”
10. Hurricane Bells – “Monsters”
11. Sea Wolf – “The Violet Hour”
12. OK Go – “Shooting The Moon”
13. Grizzly Bear – “Slow Life”
14. Editors – “No Sound But The Wind”
15. Alexandre Desplat – “New Moon (The Meadow)”

Muse 2009 – É incrível a quantidade de resenhas que eu já vi por aí complicando o novo álbum do Muse, “The Resistance”, mais do que a própria banda o fez. E essa complicação à qual me refiro não é necessariamente ruim. O Muse vive um momento perigoso onde é necessário inovar pra não virar um Coldplay. No quesito de popularidade em termos gerais, o Muse realmente trilha o caminho que o Radiohead trilhou. E então é isso, sabendo da capacidade de cada membro da banda e principalmente da sua, Matthew Bellamy agora aproxima-se da megalomania, faz três músicas que, na realidade, representam apenas uma e o grande defeito: estende muito as músicas deste álbum, nos fazendo achar repetitivo, enfadonho e até monótono.
O trabalho, em resumo, ainda sim, é bom. A banda continua perfeita ao vivo, as letras são boas como sempre (graças à influência clássica, eu, particularmente, acho algumas músicas bem bonitas, com o defeito de serem estendidas demais), e é válido ter algo diferente de tudo que já foi feito, mas o Muse, desta vez, não tem um grande hit, nem músicas que possam ser épicas, como “Starlight”, por exemplo.

* Se você curte orquestra, influências clássicas e, mais precisamente, Chopin e Queen (como eu), corre o risco de amar e enlouquecer com muitas músicas do álbum, mas esta música (em especial), que nunca será hit de pista, mas quem sabe caia em um filme de drama, ou um romance “fofo” (hihi), pode te fazer surtar:

A melhor música dos últimos tempos e o new grave levantando os mortos – A piada do momento é  dizer que se o indie rock morreu, o gênero new grave foi ao seu túmulo para ressuscitá-lo. O new grave é só mais um rótulo criado pelos britânicos, e este remete a um movimento dark fortíssimo que a cada dia se torna mais presente no Reino Unido inteiro, não só na Inglaterra.  Pois bem, com isso, eu destacaria o Glasvegas, o White Lies e de alguma forma, o The Horrors. Os membros das bandas só se vestem de preto e não economizam na tristeza, nas desgraças, na poesia… da tragédia. Sem dúvida alguma, as bandas são irmãs do Joy Division e do The Cure e filhas do Interpol (aliás, há o rótulo também de “pós Interpol”). No meio disso tudo, apareceu a brilhante banda The Airbone Toxic Event com a mais brilhante ainda “Sometime Around Midnight”, sétima faixa do primeiro álbum da banda. A letra é grandiosa, fala da complexidade de uma relação e do quanto esta pode mexer com você, principalmente se ela te faz sofrer (hehe). Acredito que, uma das formas do indie rock “mostrar” que está vivo é justamente através dessas bandas novas e tristes, mas que, nessa tristeza, levam consigo uma das maiores características do indie rock: complexidade da vida humana, dificuldades em relacionamentos em termos gerais. O sucesso é visto através do White Lies e Glasvegas, principalmente, que estão presentes em massa em vários comerciais e seriados.
Então, eu não sei quanto a você, mas por mais triste que seja a “Sometime Around Midnight”, acho que é a melhor música dos últimos tempos. Nem sei dizer desde quando. O que você acha?

O indie rock vive e as bandas surgem – O Libertines morreu faz tempo, o Arctic Monkeys voltou… diferente, o Muse não é mais aquele, o Strokes parou em 2006 e não voltou mais, o Killers se tornou beeem pop. O indie rock morreu? Muita gente se fazia essa pergunta até outros dias. Eu diria que é difícil manter a qualidade de um boom como foi no começo desta década, mas que não é porque algo mudou, ou piorou, que não existe mais. O problema é que o que agravava a descrença no indie rock era que as bandas que surgiam nos últimos anos não conseguiam ser nem sombra do que essas que citei foram. Tokyo Police Club, Pigeon Detectives, The Good Shoes, no entanto, melhoraram um pouquinho essa história. E agora outros nomes surgem e me agradam bastante:

  • The Rumble Strips: trompete, piano… mas não, a coisa não caminha para “mais um” Arcade Fire.  The Rumble Strips tem dois anos de idade, um álbum, mas eu diria que já é uma realidade bem boa.

Ouça: “Girls And Boys In Love” e “Not The Only Person”.

  • Hockey: Álbum badalado, destaque do South by Southwest, the next big thing, uma pitada de música eletrônica e ainda lembra o velho Arctic Monkeys. Preciso falar mais? Imagens dizem mais do que palavras, certo?

“Tomorrow’s just a song away, a song away, a song away”, a frase mais cantada do “novo” indie rock.

  • A última que vou listar agora, se não é a melhor em termos sonoros, é a melhor em termos de nome, ou será que Skint and Demoralised é um nome normal? Minha mãe jamais acreditaria que isso é o nome de uma banda. Letra mais falada do que cantada, declaração formidável para uma garota na música “Red Lipstick”, porém, sinto que ainda falta algo. Independente disso, já é uma das melhores bandas dos últimos anos.

Somando o indie rock das bandas de new grave, que estão fazendo bonito (como eu disse lá em cima), ao que citei agora, parece que em 2010 terá um novo boom do indie rock (hihi, kidding).

* OK, agora eu vou indo. Resolvi falar do Planeta Terra só após o evento. Na próxima, comento sobre o Boss in Drama, Vampire Diaries e tem mais banda nova. Até.





Brazil wants KOL

17 09 2009

* Cheguei. Perdão pelo atraso.

* Ué, cadê a cultura pop deste blog? Estava sumida, mas está de volta.

* Se a segunda guerra mundial tivesse Tarantino no comando, seria assim, ó:

* Lembra que eu falei da Skins Party paulista? Pois é, saiu do papel e em grande estilo. Nessas horas o scrapbook ainda é útil.

Guitar Hero 5 com electrorock francês – Eu realmente não gosto do duo francês Make The Girl Dance. Por outro lado, saiu o clipe tendência da música “Baby Baby Baby” e os principais blogs deste país deram destaque. Naquela oportunidade, me segurei muito para não colocar o clipe aqui, pois apesar da música ser repetitiva, é bem legal nas festas e o clipe é, no mínimo, diferente do comum. O clipe mostra modelos desfilando pelas ruas, totalmente nuas e com as partes íntimas sendo cobertas por uma faixa preta com a letra grudenta da música.

Semana passada eu assistia à TV quando vi o anúncio “Guitar Hero 5 vem aí”, e a propaganda? Era com “Baby Baby Baby”. O estilo era o mesmo, maaas… veja você mesmo.

O Twitter tem a força – Sem dúvida alguma, uma das melhores armas para a informação atualmente, o Twitter, tem colecionado sucessos, mas principalmente polêmicas. Só que eu tomei conhecimento, teve: 1) A Xuxa brigando com os fãs, 2) O treinador de futebol Tite dizendo que quem escreve besteiras no Twitter não é ele, mas um “Tite fake”, 3) O grande jornalista esportivo Juca Kfouri corrigindo o treinador Wanderley Luxemburgo por uma gafe na digitação e a última do Twitter é: “Brazil wants KOL”. É isso aí, alguém fez um Twitter, veio me seguir, entre tantos outros, com os dizeres “Vamos trazer o Kings of Leon para o Brasil”. A banda, que não vem para o festival Planeta Terra, será seduzida a vir? Alguém segura o Twitter?

Stereovitrola, Boss in Drama e Bonde do Rolê vem aí – Trazidos pelas produtoras Megafônica, Frica e Se Rasgum, respectivamente. Vamos ver coisa por coisa:
No sábado, dia 19 (vulgo depois de amanhã), a Megafônica traz a melhor banda de Macapá. A discotecagem contará comigo, Marcel (Se Rasgum) e a Yasmin Medeiros. No dia 26, a nova produtora, Frica, já nos presenteia com o curitibano Boss in Drama. Boss remixa Copacabana Club, entre outros, tem reconhecimento forte nacionalmente e toca indie-disco. E eu não vou perder isso por nada. Finalmente, para novembro, a maior produtora independente de Belém, a Dançum Se Rasgum, nos confirma o incrível Bonde do Rolê. Outro dia eu falei sobre o Bonde do Rolê por aqui, então só para acrescentar, o show é elogiadíssimo pelos ingleses e eu já ouvi o áudio do show e adorei.  Logo, prepare-se, a maré está boa.

O Indie, a Frica e a Leona em uma vingança – Fruto da força da Internet, do mundo globalizado, da velocidade da informação, o fenômeno paraense do YouTube “Leona, a assassina vingativa” vai ser o tema da segunda festa da produtora Frica (“Frica Vingativa”). Os “atores” do vídeo, que possui 259.053 visitas, já tiraram as fotos necessárias e serão atração à parte no evento do dia 26. Até o Boss in Drama já comentou sobre isso, no Twitter, claro. O reconhecimento dos garotos do Jurunas, que gravaram vídeos em celulares e colocaram no YouTube, está gigante. A Frica, tão nova, também já cresce em largos passos. E a idéia de usar o badalado vídeo como tema foi criativa.
Só esclarecendo, a Frica usou o tema futurismo na sua primeira festa, a produtora é influenciada diretamente por moda, misturada ao indie e ao electrorock, como tantas bandas novas em histórias que já contei a vocês neste blog.

* Clipe novo de Nugaze e festival Planeta Terra logo mais por aqui.





Indie Girl

3 09 2009

“She got her Ebay-item customized. She makes her own pathetic BD-fanzine. She’s an indie girl, she’s so damn, indie-vidi… indie-vidividual”.

* Oba. Só pra explicar, os links do final do post passado eram de uma simples rádio que montei e de um podcast para você baixar. O objetivo da rádio é um conhecimento cada vez maior de cada um que acessar o link, além de um propósito de divertir.

* Convido, então, amigos para tocar e tocarei bastante por lá. Ainda não pretendo usar microfone e por enquanto vai ser assim. Acho que o microfone será usado se eu fizer a rádio deste blog que ainda está em fase de estudo. Querendo tocar, talk to me.

You Love Her Coz She’s Dead – Na era da criatividade maluca para os nomes das bandas (que o diga o americano She Wants Revenge e o maior nome do novo shoegaze, The Pains of Being Pure at Heart), o nome You Love Her Coz She’s Dead se torna algo normaaal.
A banda é do reino unido e é quase zerada. Duo (homem e mulher) estilo Kap Bambino e Crystal Castles, sabe muito bem como fazer as coisas.
Quando você olha pra uma banda de pouquíssima estrada e vê que ela tocou na “famooosa” Skins Party (a festa new rave/tendência dos moleques do seriado, que o Crystal Castles já tocou também) e saiu recentemente na respeitada seleção de músicas da Kitsuné, é porque tem algo bom aí.
YLHCSD classifica seu próprio som como screamo, indie e electro. Nas tags do Last.fm você vai encontrar desde 8-bit, até “Crystal Castles’ clone”, hehe. Eu diria que o duo tem um pé no Kap Bambino, outro no Crystal Castles. Acho que lembra muito o Crystal Castles pelos sons de vídeo-game e por isso as duas bandas são enquadradas no gênero 8-bit. Por outro lado, nos vídeos do YouTube, vejo um lado mais dark que lembra mais Kap Bambino. Só que, óbvio, não é tão acelerado quanto. Até porque o Kap Bambino faz um electropunk/heavymetal/grunge, ufa. E tudo isso, pra mim, pode ser pura e simplesmente electrorock e new-rave, só que temos que ficar de olho nessas bandas de dois e “tentar” descrevê-las cada vez melhor, já que estão fazendo nascer um novo movimento bem bom. A melhor música do YLHCSD, no meu modo de ver, é “Dead End” e a banda também produz remixes bem legais. Aí embaixo, veja “Dead End” e um vídeo bem sinistro e ilustrativo. Não pisque, não tema.

Indie Girl – Filho malvado de 8-bit misturado com uma sonoridade experimental/electropunk/indie, o Bondage Fairies (nome de um hentai) é da Suécia, tem um álbum de 2006 e o outro acabou de sair. O duo (este de homens) tem uma música sobre um casamento gay e outra esperta, que fala sobre uma garota indie, dentre outras. A sonoridade da banda serve tanto pra ouvir atentamente, quanto dançar. O lado experimental te faz viajar ao som de Nintendo-punk (como os críticos dizem) e uma voz abafada lá no fundo. Finalizando, pelo que se sabe, é a única banda gay que faz electropunk na Suécia e a outra curiosidade é que eles tocam… mascarados. Dizem que a máscara é de robô japonês, mas aí eu já não sei. O fato é que se eu fosse você, buscava esses dois álbuns. Agora com vocês, a garota indie:

Skins Party – Neste espírito do que eu já citei no post de hoje, venho aqui falar sobre o que anda acontecendo neste país. Xi, não estou falando do senado, não. Mas sim da forte influência do melhor seriado teen da Inglaterra, por aqui.
Bom, a Skins Party, do seriado “Skins” retrata as festas caseiras de uma cidade pequena da Ingalterra, pós Cansei de Ser Sexy e Klaxons. Nessas festas,  como já disse, vimos shows do duo canadense Crystal Castles, do YLHCSD e o seriado mostra através delas, TUDO que ocorre de verdade nas festas privadas.
O que acontece é que isso virou “moda” no mundo. Digo, não as festas – pois essas já ocorriam –, mas uma festa (em especial) inspiradíssima na que é vista no seriado e com o mesmo nome, inclusive. Em Porto Alegre, já vamos para segunda edição da Skins Party. No Orkut, há uma comunidade (Skins Secret Party SP) que engloba jovens de todo o país, que discutem como fazer para produzir uma festa que possa ter gente de todos os estados. Só o que fica estranho é que, principalmente por estar no Orkut, não tem nada de secreto, mas vai ver que a questão de ser algo apenas underground não é tão séria assim (ou não, hehe). Sei que outras festas que envolvam o nome de “Skins” estão sendo organizadas por aí e já estou pasmo. Tipo, essa comunidade que citei, se você for lá, vai se assustar em ver como a coisa é realmente séria. Já fizeram tópicos organizando até “o que não pode faltar na festa” e “o que cada um vai levar”. E gente de diferentes localidades, idades e… sexualidades.
Passeando no Orkut, você ainda encontra “Skins Secret Party” de BH, Brasília, RJ e por aí vai…

Skins Secret Party

* Semana que vem tem mais Nugaze, mais duo e algo sobre o Twitter. Além, claro, de um comentário sobre as bandas que estão vindo para Belém.





Os novos Jesus and Mary Chain

25 08 2009

* Voltamos aos anos 80? É o novo Jesus and Mary Chain? Epa, não tá tocando “Head On” aí? Lá na frente eu explico essa história.

Macacos macabros - O primeiro sinal da força da Internet em dupla com o indie rock desta década, foi o Arctic Monkeys. Nos anos 90 pós Nirvana e pós grunge, representando a cena independente, tínhamos o Weezer, o Placebo, o Radiohead, o Muse, e o Blur. Todos com relativos sucessos. Nada comparado ao que representam hoje, graças ao crescimento da cena e da já falada Internet.
O diferencial inicial do Arctic Monkeys, foi o fenômeno do MySpace que foi. Até ali, nunca ninguém tinha visto algo do tipo. O Strokes tinha acabado de abrir as portas do indie rock do ano 2000 para o mundo, aí vem uma banda da Inglaterra e quebra recorde de venda de CDs, mesmo com os fãs já tendo todas as músicas. É coisa séria!
Bem, meus amigos, e começar tão em cima como o Arctic Monkeys começou, não é nada fácil. Manter a qualidade inicial é quase impossível e eu ainda não disse que a qualidade caiu, veja bem.
O Arctic Monkeys conquistou a todos, da forma que ele nasceu. Uma forma própria de letras muito boas, mas simples, de duas guitarras velozes, de músicas, enfim, contagiantes. O público se acostumou com letras do tipo “I bet that you look good on the dancefloor”, guitarras que ferviam de uma maneira inacreditável e moleques indies imaturos. Muitos temiam, então, que no segundo álbum tudo mudasse. Até porque, o segundo álbum é sempre o pavor de toda banda. Só o que ocorreu foi que a qualidade persistiu e apesar de algumas mudanças, o estilo também. Aí, mais do que nunca, o Arctic Monkeys se firmou como uma banda excelente.
Tudo certo, o tempo passou e agora em 2009 veio o terceiro álbum.  Acredito que o público é carente de coisas boas e por terem gostado e se acostumado com Arctic Monkeys do jeito que ele sempre foi, se mudasse muito, muitos fãs se sentiriam órfãos. Eis que foi isso que ocorreu.
“Humbug”, o terceiro álbum, produzido por James Ford e Josh Homme, chegou. Hoje os moleques são hippies, as letras ainda são legais (apesar de que, querendo ou não, são mais “maduras”), o clima é soturno, a atmosfera é mais parada e só há uma guitarra, quase sempre. Mudou muito!
A conclusão, então, é que, ou o fã se acostuma com tudo isso e acaba gostando – pois a qualidade não acabou, o estilo que mudou – ou é bom procurar uma nova banda favorita.
Eu prefiro os macacos de antes, achei este álbum inferior em tudo, mas vou deixar bem claro que a qualidade ainda é grande. Para quem está disposto à mudança, tudo bem. Para quem está conhecendo a banda agora, pode até amar. O cara que queria que a banda mudasse, tem grande chance de gostar, mas, sem dúvida, a grande maioria acaba de perder uma das suas bandas favoritas.

A melhor presença de palco do mundo (campeão moral) – É do Ed MacFarlane, do Friendly Fires. Aliás, outro dia eu falei deles aqui. Falei o quanto o Ed dança, e que até sambar ele samba. Ele é super engraçado em cima do palco, pois dança parece aqueles loucos dos filmes dos anos 80 que passam na Sessão da Tarde. O Friendly Fires está no Brasil e acabou de tocar no Popload Gig.

A melhor presença de palco do mundo (de verdade) – Na real, o Kap Bambino com a pirada Caroline Martial, faz qualquer banda repensar em presença de palco. Mas eu acho injusto comparar o Kap Bambino com qualquer banda, neste quesito. Por isso falei do Friendly Fires também. Até porque o estilo das bandas é diferente e eu acho que pro estilo do Friendly Fires, que é algo dançante, mas light, o Ed é mais que perfeito. No entanto: bandas de electropunk, ou qualquer coisa noooooise/agitada neste mundo, fiquem na frente do YouTube assistindo Kap Bambino. Talvez vocês aprendam.

Nugaze – O shoegaze, pra quem não sabe, foi o movimento que surgiu nos anos 80, em que os músicos “não se importavam” com o público. Alguns músicos, inclusive, tocavam de costas para a platéia, outros olhando para o próprio sapato (por isso “shoegaze”). Este tipo de comportamento chegou até a causar confusão, mas os integrantes das bandas muitas vezes não eram metidos, e sim tímidos e com o tempo foi ficando claro tudo isso.
A minha banda favorita de shoegaze, a já falada por aqui Jesus and Mary Chain, sem dúvida foi a mais importante deste gênero. Dentre as coisas mais relevantes, o Jesus influenciou o Pixies, que influenciou o Nirvana e o resto você já sabe… Da série “álbum para a história”, o Jesus and Mary Chain produziu o histórico “Psychocandy”, que possui fortes características do shoegaze, digo: guitarras distorcidas, barulho e vocais profundos.
Eis que em 2009, justo na era da tão falada mistura de ritmos, na era colorida, um novo movimento de bandas que fazem shoegaze desperta a atenção de todos. Ok, um pouco de preto e branco, neste 2009 tããão colorido.
O nugaze está aí e veio forte. Temos os Crocodiles (lá do começo do post) que fizeram essa “I wanna kill you”, que é bem semelhante à excelente “Head On” do Jesus and Mary Chain. Mas, se você ouvir o álbum todo do Crocodiles, que acabou de sair, verá que eles são influenciados por outras coisas, também. Afinal, estamos em 2009. The Pains of Being Pure at Heart (sééério), Crystal Stilts e Vivian Girls (shoegaze de vocal feminino, hehe), completam a minha lista de coisa legais. É lógico que se você for atrás, vai achar outras bandas, afinal, um movimento forte, na era da Internet, sempre traz muita, mas a qualidade é relativa.
Em linhas finais, é sempre bom ver algo “novo” nascer. É legal que essas bandas estão fazendo o primeiro álbum agora em 2009 mesmo ou fizeram no final de 2008. É tudo zerado. Vamos ver até onde vão os “filhos de Jesus and Mary Chain”. Nas próximas postagens, vou escrevendo as novidades sobre isso. Aquele que estava saudoso com o “indie clássico”, não precisa mais ficar.

The Pains of Being Pure at Heart – Young Adult Friction

Shoegaze anos 80: Jesus and Mary Chain, My Bloody Valentine, Ride, Slow Drive.

Shoegaze 2009: Crocodiles, The Pains of Being Pure at Heart, Vivian Girls, Crystal Stilts.

* O post termina por aqui. Eu preferi esperar mais um pouco pra falar do novo Muse. Semana que vem tem mais.

* Enquanto isso duas novidades: uma rádio e um podcast . Depois eu explico. Até.





Impostora ira o metal

13 08 2009

* Fill my brain, Michael Caine, throw me down and makes me hear again.

* Meu óculos de aro preto já me faz inteligente. Discuto Bulgakov c’ vendedor de livro crente. Minha roupa é de brechó, igual meu avô já tinha. Roupa feia escandalosa só pra funkeira galinha.

Na era da música fashion de vocal feminino, eis aqui a melhor banda – Que tal uma banda que “se conhece” no… Myspace, pessoalmente só no primeiro ensaio e depois começa a fazer web shows? Talvez se alguém pensasse nisso nos 80, fosse chamado de louco. Talvez se o leitor correr para seus respectivos pais, estes não acreditem e ainda riam da sua cara. Mas, é isso. Eu poderia parar por aqui, colocava um vídeo do YouTube e realmente não precisaria falar mais nada do Jennifer Lo-fi.  Só que é difícil falar pouco sobre esta banda, tal qual é difícil expressar porque ela é tão boa. O Jennifer faz um experimentalismo quase não visto na nossa música de hoje. Acho que esta é a principal característica, ao passo que, temos letras bizarras (normalmente em inglês) e uma guitarra marcante. Sem falar, claro, da voz da Sabine (vocalista), que eu gosto muito. Eles se inspiram em Mars Volta e Sigur Rós, principalmente. Michael Caine (é isso mesmo) é o single principal, o produtor deles é o Manoel (mesmo produtor do outro fenômeno, Mallu Magalhães) e a banda já é destaque em São Paulo. Take a look:

O Bonde das Impostora e a ira do metaaal – Todo mundo que conhece o Bonde das Impostora, sabe que não há muito limite nas letras das músicas. Pelo contrário, para muitos, às vezes, há um exagero. Alguns dizem que as letras tem o apelo de um funk comum, eu discordo, acredito que tem uma ou outra música assim, mas a maioria contém uma ironia incomum, uma letra totalmente fora do padrão do funk popular. Se no fim há muita diferença ou não, cabe ao critério de cada um. Pra mim, o Bonde das Impostora, assim como o do Bonde do Rolê, fez um funk “revolucionário”, criativo e crítico, mas sem, necessariamente, letras de baixo calão.
Quando você vê as gozações, críticas e ironias das letras, percebe que, em determinado momento, eles falam deles mesmos. Você percebe que é tudo com um intuito legal, porém, no Brasil, atualmente, é muito fácil de alguém se sentir atingido. Sendo assim, dentre letras que falam de publicitários, indies, o próprio Bonde do Rolê, o Brian (Placebo), DJ Malboro e o… metal, eu não preciso dizer quem está se sentindo ofendido e levando a coisa a sério, certo? Metaleiros andam revoltados e estão fazendo comunidades e tópicos que expressam o repúdio por serem zoados. Alguns dizem que nunca falaram nada dos funkeiros que seriam “favelados e sem cultura”, mas que agora não podem aceitar serem “ofendidos”. A briga promete ir longe, mas a banda nem responde. Parece não estar muito preocupada. Acredito que este seja o espírito. Imagine você, se todos os indies resolvessem se revoltar contra as letras. Capaz do show ficar vazio na próxima tocada do Bonde das Impostora. E na hora do “Oê oê oê, eu sou mais indie que você”, quem vai cantar?

A cena curitibana com suas bandas de nomes estranhos – E já que acabamos de falar da banda curitibana Bonde das Impostora, porque não falarmos mais de outras novidades de lá, não é?
Em Curitiba há o famoso bar James, a essencial INMWT, mas pouco se ouvia das bandas até pouco tempo, mas agora o hype está grande.
Sabonetes é uma das melhores novas bandas de rock nacional. Eu destaco a música “Descontrolada”. Algo não tão novo (2004), mas também bem bom e de nome esquisitão é a banda Mordida (não, eu não tô brincando). Surf Music, Jovem Guarda, Punk Rock, são as influências da banda.Ouçam “Tapete Molhado”.
Em números finais, a minha favorita: Charme Chulo. Não que seja muuuito, mas nenhuma banda se parece tanto com o Kings of Leon, quanto esta, no Brasil. Rock caipira, sotaque curitibano marcante. Este é o Charme Chulo:

OK, mas em um local em que a cena independente cresce, não pode faltar uma boa banda de electrorock com vocal feminino, claro. O Copacabana Club segue fielmente a linha do Cansei de Ser Sexy com letras em inglês arrastado. A diferença é que, às vezes, é mais prazeroso ouvir a música do que dançar. A banda possuí o single “Just do it” e também tem o destaque das pistas: “King of The Night”. Vale conferir, até porque, dizem por aí, que Curitiba nunca foi tão perto de Belém, você entende?

O ataque aos Estados Unidos – Ninguém aqui duvida da força da música independente americana. Claro que não. Há pouco tempo, com o boom do Strokes, seguido  de perto por White Stripes e Yeah Yeah Yeahs, o verdadeiro “cool” sumiu de Nova Iorque. Senhas foram criadas para festas secretas. Tudo porque os hipsters e os verdadeiros amantes da música indie, estavam juntos e já não se sabia mais quem era quem. Esse “não” à mistura, não é por preconceito, ou “frescura”, mas sim, porque tem acontecido algumas injustiças, como, por exemplo, um cara que ama o Kings of Leon, perde um lugar no show para uma garota que não conhece música alguma, mas que vai por achar os caras bonitos. Assim, nada contra também, mas é que virou moda. A mulherada vai em peso aos shows do KOL e nem conhece a música “Soft”.
Pois bem, tendo o leitor esta noção do tamanho da cena americana e o que ocorreu recentemente por lá, é preciso saber que há uma crítica feroz das bandas independentes ao americano. O baterista do Kings of Leon, Nathan Followill, acusou o americano de ter um gosto “limitado”. Disse também que não se ouve coisa boa nas rádios, só Jonas Brothers, Hip-Hop e Hannah Montana. Tom Meighan, vocalista do Kasabian, foi mais além e chamou o público de “iludido e atrasado”. Finalizou enfatizando que eles são uma banda “cult” e não são nenhum Coldplay ou U2 e por isso não aparecem nas rádios. O que eu acho sobre tudo isso é: 1- Os indies que freqüentam as festas estão felizes com o fato das bandas não saírem nas rádios e não ficarem pop, mas, às vezes, dá vontade de ouvir o que você gosta no rádio, não? 2- Os americanos, em geral, dão valor para um lixo pop e para o que está na moda. 3- As bandas que querem mais dinheiro ou fama, sentem falta de algo que não há no caminho do underground. Bom, ao menos os hipsters deram um tempo. Hoje o Brooklyn traz muitas coisas boas, mas não tenho sabido de nenhuma reclamação quanto aos hipsters e mesmo que ainda existam, o fato das bandas independentes não terem tanta vez nas rádios, por esse ponto de vista, é um bom sinal. Só a mulherada leiga que vai ao show do KOL mesmo, mas há de se dizer, eles estão famosos.
Eu torceria para que houvesse um meio termo, as bandas boas que quisessem mais espaço, de fato, o tivessem, mas que nem por isso, virassem pop, mudassem seu som, estilo de show, e levassem consigo, conseqüentemente, fãs que bebem cerveja e olham para o traseiro das garotas na hora da melhor música. Só que isso tudo me parece impossível.

* Ufa, a história da melhor presença de palco do mundo fica pra próxima. O novo Arctic Monkeys e o Muse estarão em pauta também.

* Nesta sexta tem discotecagem minha no Café com Arte, no evento “Agosto pro Rock”, promovido em parceira com a MTV. Até.





Mickey Quebra Barraco

3 08 2009

* O tamanho do indie nacional, a Kap Bambino do Brasil, a mulherada brasileira mostra serviço e o… André.

* Eu costumo falar o nome das bandas no masculino (exemplo: o Vinil Laranja), mas não consigo escrever o Kap Bambino. Fica muito estranho. Sorry.

* Um mês fora, para quem escreve toda semana, significa muito assunto para lidar.

* O que era kitsch virou brega. Acabou forçando a barra, a barra, a barra, a barra.

* I was born in the 90’s and asked my mom: “why did I came so late?” ‘Cause all my friends born in 80’s.

O indie nacional está enooorme – Ali em 2004, quando o Cansei de Ser Sexy misturou “besteirol”, ironia, moda, barulho, guitarra e eletrônica pela primeira vez, alguns estranharam, mas o sucesso não tardou. O Bonde do Rolê pegou o “nosso” funk, foi ainda mais atrevido nas letras e o povo inglês (depois “o mundo todo”) bateu palma. Daí veio o Bonde das Impostora, que era o Bonde do Rolê com ainda mais ironia. Em seguida, chegamos no Montage que disse “não” ao forró e fez electrorock em Fortaleza. A partir daí tudo ficou mais fácil, as portas se abriram, o Trama Virtual incentivou o mercado da música independe, o crescimento e a aceitação universal ficaram gigantes e se você passar um mês de fora do mundo da Internet, corre o risco de ficar por fora de tudo.

Mickey Gang – Vem de Colatina, Espírito Santo, uma das melhores bandas nacionais, atualmente. Aquele que acompanha o meu set conhece o Mickey Gang há um tempo, mas só agora resolvi escrever. O detalhe importantíssimo quando você fala dessa turma é a idade dos garotos. O mais velho da banda tem… 19 anos. Em “I was born in the 90’s” há uma letra divertidíssima, gostosa de cantar. A música é single, ganhou remix e quando eles tocaram na Inglaterra foi surreal ver a platéia cantando junto. Outro detalhe curioso sobre o Mickey Gang é que não é fácil aparecer para o mundo sendo de Colatina, mas eles nunca tocaram em Colatina. Tocaram na Inglaterra e recentemente em São Paulo. Dá pra acreditar?

mickeygang

André, a Mallu Magalhães dos mashups – Um dos motivos das bandas experimentais-electro-rock-newrave-indie-noise estarem dando certo, é uma forte tendência atual a misturar sonoridades. Já falei sobre isso aqui. Só que para alguns, quanto mais misturar, melhor. Para outros, não. Mesmo aquele que topa mashups, remixes, dentre outras coisas, nem sempre está de acordo com uma misturada geral, me entende? O que João Brasil faz na festa dele, por exemplo, é pegar o tecnobrega e o carimbó de Belém e juntar com o indie. Ocorre que no Espírito Santo, João Brasil ganhou um “filho”, hehe. André consegue juntar uma frase do treinador de futebol Leão, o Justice, o Cansei de ser Sexy, o Muse, o Bonde do Tigrão e o Fábio Júnior numa tacada só e em 5 minutos. É inegável que o moleque é fera, principalmente se soubermos que ele tem 17 anos, com cara de 13, mas gostar da coisa em si vai de cada um.

Agora veja este vídeo que o André misturou Tati Quebra Barraco e Mickey Gang:

A mulherada brasileira mostra serviço – Se o electrorock, electro punk, electro grunge , e o synthpop com vocais femininos estão com tudo na Europa,  no Brasil não é diferente. Aproveitando a porta que está aberta, como foi dito acima, em São Paulo nasceu a banda Stop Play Moon. Banda de três, ligada à moda diretamente e na qual a voz da vocalista lembra a da Madonna. Sério. Também em São Paulo e também amigo da moda, surgiu o No Porn, que produziu, dentre outras coisas, os hinos “Baile de peruas” e “Xingu”. A primeira tem toda uma história por trás, mas objetivamente falando, já foi a trilha sonora de um desfile do André Lima. Há toda uma ironia nesta música. Já “Xingu” era o lugar onde os integrantes (dupla) da banda discotecavam, começaram a fazer a coisa ao vivo, até virarem banda. Certo, mas o Brasil ainda tem coisas zeradas de vocais femininos-electro-indie-rock-moda. E são coisas novas beem boas: Glass and Glue e Brollies & Apples. Veja só o clipe do Brollies:

Mas o vocal feminino nacional não para por aí: eu não preciso falar do fenômeno Mallu Magalhães e da Stephanie Toth, mas gostaria de lembrar que ainda tem a candanga Nancy, que falei recentemente por aqui. Vi o show no Porão do Rock do ano passado e já adorei o primeiro álbum da banda neste ano. A voz da vocalista eu diria que é a melhor do indie nacional.

A Kap Bambino do Brasil Se a Kap pisar no freio e reduzir a velocidade, ela consegue uma parente no Brasil. A paulista Bondage lembra Le Tigre, faz a alegria da turma do electro punk e riot grrrrl e lembra demais a Kap Bambino, pelo menos neste sinistro vídeo de “Kill me”:

* Semana que vem tem: o ataque aos Estados Unidos, a melhor presença de palco do mundo, a cena nacional apresenta o seu rrrock em Curitiba e mais uma banda nacional de vocal feminino, esta a melhor do momento, pra mim.





Dá-lhe mulherada!

6 07 2009

* Inicialmente perdão pela demora, uma forte gripe (não, não é a gripe mais famosa do mundo) e muita correria me fizeram demorar para postar, mas vamos lá.

Duas perguntas: Você viu o show do Franz Ferdinand no Glastonbury? O adjetivo “épico” seria uma ofensa para o show, certo? E a outra: O Phoenix é a melhor banda francesa que há no momento ou estou errado? A cada vídeo que vejo no YouTube me convenço mais de que estou certo…

O show mais importante da história de Belém – Eu não sou de ficar fazendo resenha de bandas e shows (já mencionei aqui), tento fugir do clichê. Então quem foi ao evento que produzi (“12:51- Vinil Laranja, A Volta) sabe o que foi o show do Vinil Laranja e o evento em si. Só tenho a agradecer e, sobre o Vinil, foi o show mais importante de Belém, pois foi a volta da primeira banda paraense que tocou no South by Southwest. E eles evoluíram muito! A história da música independente de Belém pode mesmo mudar depois disso. Não é mesmo, Andro?

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Kap Bambino sinônimo de… velocidade – A banda mais veloz do indie em 2009 já é a nossa Kap Bambino. A gritaria (já muito falada por aqui), o ritmo alucinante que parece que não vai terminar nunca, a adrenalina que contamina, essa é a francesa Kap Bambino. Bom, mas tão rápidos quanto são os DJ’s. O novo single “Dead Lazers” (terceira do novo álbum) mal saiu e eu achei quatro remixes. A música, aliás, é inacreditável com clima indescritível, mas eu tentaria descrever o clima como… macabro. A dica do momento então é: vá atrás do álbum “Blacklist”. Eu ouvi música por música do álbum no site da MNE e tive certeza que é superior ao de “Zero Night Light Vision” (primeiro álbum do banda). Outrora eu citei o primeiro single “Red Sign”, agora “Dead Lazers”, o cara bom de leitura já sabe o que esperar. É mais ou menos assim, após ouvir Kap Bambino, você nunca mais vai querer assistir fórmula 1, nem ver filme de terror. A velocidade e a gritaria que assusta demais estão presentes em massa nesta banda. Veja só:

A mulherada está furiosa – Além de Kap Bambino (citada acima), a banda canadense Metric voltou brilhando neste ano com o álbum “Fantasies”; a rainha do indie, Beth, e o seu The Gossip veio com o curioso álbum “Music for Men” (curioso pelo feminismo da Beth, rainha lésbica também); o Little Boots, que eu já vos apresentei, aproveitou a carona do hype e produziu o seu primeiro grande álbum que chama-se “Hands”. Acabou? Que nada. La Roux ,que faz synthpop brilhante, já tem um dos melhores álbuns de 2009, sem dúvida. Será que o Ting Tings em 2008 fez a história dos vocais femininos mudar para melhor? Não sei, mas a febre é grande e é só coisa boa. Ainda nem sei dizer os melhores álbuns e o “pior” é que ainda tem outros, por exemplo, o Yeah Yeah Yeahs também produziu álbum novo. Dá-lhe mulherada!

A rádio deste blog e a nova produtora paraense – Foi planejado e gravado um programa para compor o que poderia ser a rádio deste blog. Porém, ainda preciso decidir e testar algumas coisas, assim quando eu tiver novas, aviso como vai funcionar e tudo mais. Agora a grande notícia é: me parece que vem aí uma produtora ambiciosa que vai fazer até nevar em Belém. Em um mês mais uma bomba pode estourar, vá se preparando e não fique chocado (hehe) porque eu não vou falar mais sobre isso agora. O que posso dizer é: o projeto está no forno e é e.s.p.e.t.a.c.u.l.a.r.

* Em caso de urgência ainda volto por aqui neste mês, caso não, volto com todas essas novidades em agosto. Boas férias.





O mundo globalizado (atualizado em 18/06 para o resultado do sorteio)

9 06 2009

A crise, a Internet, o jornalismo e as conseqüências Chegou o momento em que tudo se juntou. Falando inicialmente da questão musical: o brasileiro não tem dinheiro para comprar um CD que custa 40, 50 reais. Com a crise financeira, ficou praticamente impossível. Por outro lado, hoje a Internet está ao alcance de muitos. Você compra um computador, paga para ter Internet e por que você não teria direito de baixar músicas? Bom, essa é a minha opinião. Mas por uma questão de regras e leis, jamais compartilho coisas neste blog e sou contra quem vende CDs piratas. Felizmente, atualmente está ocorrendo o que eu sempre torci para que acontecesse: as bandas estão percebendo o atual péssimo momento para os CDs e toda a indústria fonográfica e estão se virando para fazer algo diferente nos mesmos, preços mais flexíveis, ou até mesmo álbuns totalmente grátis. Agora o que vai valer financeiramente são os shows, a criatividade e coisas assim. O que o poderoso Radiohead fez é um excelente exemplo: o fã pagou o quanto achou que o álbum valia. Mas o que eu mais vejo são bandas novas te pedindo “por favor”, para que baixes e ouças o que elas fazem. Na cabeça dessa gente, se você gostar, vai comprar o CD e comparecerá ao show. E isso é o que interessa. E a tendência é, de fato, essa. Em breve deverá ter uma briga para ver quem consegue mais gente baixando os álbuns e não comprando. Juntamente a isso, grandes lojas de CDs no mundo estão sendo fechadas. Digo, nos Estados Unidos mesmo, por exemplo. Imaginem aqui então…
Direto do Texas, o frontman do Vinil Laranja, Andro Baudelaire, perguntou se eu queria algum CD para que ele trouxesse. Eu disse que tudo seria válido, pois a morte do CD está próxima. Uma das saídas que ocorrem é que no atual modismo do retrô, muitos discos de vinil estão sendo vendidos por lá. Por incrível que pareça, segundo Andro, há uma valorização grande no vinil (e não é só o Laranja, veja bem. Hehe). Enfim, como diria o Paulo Terron: se não dá mais para ser músico, faça isso só no final de semana por brincadeira, ou vá ser dentista, sei lá.
No jornalismo, fenômenos envolvendo a Internet também ocorrem. Hoje o profissional de jornalismo, mais do que todo o conhecimento clássico que o curso sempre deu, deve saber mexer no computador e não apenas digitar matérias. Atualmente, grandes jornais impressos estão fechando as portas, para darem lugares à versão virtual. Na França, há incentivo financeiro forte para que possa ser mantido um dos melhores jornais do mundo (Le Monde). Tudo porque o impresso, cada vez mais, parece que caminha para a morte e o jornal virtual está cada dia mais forte. Muitos dizem que, logo, logo, não será mais negócio fazer o jornal impresso.

Friendy Fires, um dos melhores de 2008, será influenciado pelo… Calypso– Eu não me recordo de ter escrito algo sobre o Friendly Fires por aqui. Mas recordo plenamente que citei a música “Paris”, como a terceira melhor do ano passado, na minha lista dos melhores. “Paris” é dançante, tem atmosfera única e fala sobre um dos sonhos de muitos garotos novos: morar em Paris um dia. E mais do que sonho, na música há uma promessa de um garoto para uma garota no trecho “One day we’re gonna live in Paris. I promise”. A coisa fica mais clara e mais séria quando ele diz: “I’ll find you that French boy, You’ll find me that French girl”. Fica claro então que o Friendly Fires precisa amadurecer musicalmente ainda, mas já é uma realidade absurdamente incrível. Pra mim, olhando daqui de Belém, “Paris” é a terceira melhor música de 2008, para muita gente que mora em São Paulo, é a melhor, e o fato é que foi a mais tocada por lá, sem dúvida. O primeiro álbum (e único, até então), que tem nome homônimo à banda, na visão da maioria dos críticos, também é o melhor do ano passado. Na minha visão, o do Ting Tings foi melhor. Mas nada disso me impede de dizer o quão incrível é o Friendly Fires. Quem faz a banda são 3 amigos de colégio, com destaque para o vocalista, Ed MacFarlane, que dança de uma forma que, se o John Travolta ver, vai rever seus conceitos e fará novamente o filme “Saturday Night Fever” (“Os Embalos de Sábado à Noite”).
O Friendly Fires é também inovador no ritmo. A banda segue um movimento novo que seria a nova disco, indie disco, coisa do tipo. Porém, o que chamou a atenção de muita gente foi o fato da banda ter assumido que admira muito o nosso samba e que em breve será influenciada diretamente pela banda mais conhecida do Pará, o Calypso.
Nas apresentações ao vivo da música “Jump In The Pool” (primeira música do primeiro álbum), o palco tem ficado com cara de sambódromo do Rio de Janeiro. E daqui pra frente vai ser assim, segundo eles, o novo álbum terá muita coisa que lembra o samba e o Calypso.
Em números finais, primeiro o Tecnobrega e o Calypso foram citados na BBC de Londres, hoje o Calypso será influência para uma das melhores bandas novas do mundo. Aonde isso vai chegar? Maldita ou bendita globalização?

  • Veja o que eu falei sobre as dancinhas do Vocalista do FF:

O caminho que o MGMT abriu – Junto com o Friendly Fires e o Ting Tings, o MGMT é uma das melhores bandas recentes e eu já falei muito sobre eles neste blog. A questão, no entanto, é que, diretamente da Austrália, recentemente apareceu o Empire of The Sun. Dupla esperta que acaba de lançar o primeiro álbum com direito a capa homenageando a série de filmes “Star Wars” (“Guerra nas Estrelas”), muita extravagância e sendo influenciada fortemente pelo MGMT.
Já nos Estados Unidos, mais precisamente em Massachusetts, temos o Passion Pit. Banda de 5 que você escuta “Moth’s Wings”, e às vezes pensa estar ouvindo “Electric Feel”, do MGMT. Influência pesada também. Mas nesse caso, nem dá pra afirmar quem influenciou quem, já que ambas as bandas são de 2007. Só que o primeiro álbum do Passion Pit, “Manners”, saiu agora em 2009. O MGMT apareceu primeiro e com muita intensidade, então creio que… está se formando uma nova escola, a escola do MGMT. Olha só a velocidade da coisa. Banda de um ano e alguns meses já faz escola. Bom, não dá para afirmar precisamente, mas ouçam e me digam se não é parecidão.

* Você lembra quando eu falei sobre Rick Bonadio no blog antigo? Pois é, a Josiane, do Big Brother Brasil, acabou de fechar contrato com ele. Próxima…

* PRÊMIO: Lembrando que segue a promoção de um ingresso para o show do Vinil Laranja, no dia 19. Na semana que vem direi quem foi o vencedor, tem algo sobre a Kap Bambino e mais uma: a rádio virtual deste blog

RESULTADO DO SORTEIO – Quem comentou, beleza. Quem não comentou, já era. Quem vai amanhã para o Amnésia ver a melhor banda da históóória do norte sem ter que pagar ingresso  é a… Alice Maneschy.

* Tudo sobre o show, a futura rádio deste blog e a Kap Bambino serão assuntos para a próxima semana, quando este blog entrará de férias. Por enquanto, um bom show para quem for, eu discotecarei às 12:20. Right?





A explosão da bomba, um post especial

28 05 2009

* Miiil. É isso aí, passamos das mil visitas. Thank you, people.

* Agora você acredita em mim se eu disser que tenho algo mais importante do que isso para dizer?

* Então vamos nós. O post anunciado para semana que vem não vai ser mexido, mas eu tive que abrir uma exceção para fazer um post especial para o Vinil Laranja, ainda nesta semana.  Neste post, você vai ler uma resenha que fiz sobre os garotos, vai ver um vídeo que vem direeeto do Texas e agora vai saber qual foi a bomba que explodiu.

* Seguiiinte, no próximo dia 19, nós teremos… Vinil Laranja and…. Adriano Leite. É isso mesmo, o Vinil volta a Belém e você fica sabendo todos os detalhes aqui:

Em 2001, Nova Iorque estava machucada. Para o americano, o atentado às torres gêmeas foi a coisa que mais feriu o orgulho. No rock, nada chamava atenção, precisava-se de mais um movimento para fazer algo de diferente e o rock não morrer. Foi aí que as bandas de garagem voltaram à tona, lideradas pelo Strokes. Quando Julian Casablancas gritou bem alto “Laaaast Nite”, chegamos à conclusão que tinha surgido uma banda que não era só mais uma, ou como dizem os britânicos “the next big thing”. A questão é que, desde este primeiro grito do Julian, tudo mudou. O “boom” do indie rock aconteceu, pois o Strokes abriu caminho para a safra de bandas de todo o Reino Unido. Bom, onde eu quero chegar com tudo isso é que, às vezes, precisamos de um grande acontecimento para uma mudança, um crescimento.

É curioso dizer, mas o Tecnobrega, o Calypso e o movimento de guitarradas fizeram com que muitos olhos se direcionassem para “o que está acontecendo com o Pará”. Agora, para as bandas independentes e a cena rock em si, eu destacaria dois acontecimentos: a apresentação do Madame Saatan no “Altas Horas”, da Globo, outro dia. E claro, o Vinil Laranja tocando no South by Southwest (um dos melhores festivais do mundo, atualmente).

Pois bem, unindo o que o Strokes fez com Nova Iorque e a volta do Vinil Laranja a Belém, resolvemos presentear os que torcem pela música independente, pela música paraense, para o rock e claro, para a boa música de maneira geral. Com isso, usando como símbolo a música “12:51”, do Strokes, faremos a festa… “12:51- Vinil Laranja, A Volta”. Nesta contaremos com muito indie rock e electro rock através dos DJs Adriano Leite  (hehe) e Emídio Contente (Quarta Quipariu/Café com Arte) , Flávio Lima , que desta vez irá tocar o melhor do pop-punk e post-hc, além da DJ Carol Klautau e claro, do Vinil Laranja para fechar a noite.

O Vinil agradou aos gringos, agora eles voltam mais experientes e esperam todo apoio do nosso público. Portanto, sem dúvida, está na hora, mais do que nunca, de ir prestigiar e mostrar que a nossa cena pode sim crescer.

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O Impulso que Belém Precisava

É até estranho falar do Vinil Laranja sem ter orgulho e bater no peito. O Vinil Laranja aconteceu como o Lyoto Machida. É aquele paraense bom demais no que faz, mas que você tem medo que nunca consiga ser visto da maneira que merece, porém com muita gana e brilhantismo, ele chega lá. Formada por Saul Smith (guitarra), Bruno Folha (baixo), André “Moicano” Medeiros (bateria) e Andro Baudelaire (vocal),esta banda é daquelas que você assiste pela primeira vez e já vê algo de diferente, especial. Mas, além de tudo isso, ainda houve uma evolução incrível dos caras no palco e em termos gerais. O fato do André “Moicano” ter ingressado na banda foi muito importante para isso. Assim como o Andro (em especial), a presença de palco do batera é algo extraordinário.

O fato é que, com o passar do tempo, parece que a cada dia eles se tornam melhores, que a cada show podemos esperar algo novo. O Vinil (para quem não sabe) é uma banda que tem 6 anos de existência, canta em inglês, é influenciada por Queens of The Stone Age, Foo Fighters e Blink 182. Só gente fraca, não? E é interessante como, na primeira audição, percebemos muito nitidamente essas influências e o quão a banda é original, ao mesmo tempo.

A vida para o Vinil nunca foi fácil, como para qualquer banda independente. Ainda mais na cena paraense, que ainda está em crescimento. Porém, com todas as virtudes já citadas aqui e outras que sempre escrevi neste blog, os caras não tinham como não ir longe. Atualmente, então, conseguiram a marca histórica de ir tocar no South by Southwest (Texas), que dispensa apresentações (resumo como um dos melhores festivais de música independente no mundo, hoje em dia). Então, continuando, só após o interesse dos americanos na banda alguns festivais de bastante respeito demonstraram vontade de que o Vinil tocasse antes de ir para os Estados Unidos. Com isso, eles tocaram no Grito Rock (Cuiabá) e Dia Mundial do Rock em (Cuiabá). Além disso, ainda participaram do Se Rasgum no Rock (2008). Aliás, na minha modesta opinião, apesar de pouca gente (devido à hora), o show no festival Se Rasgum do ano passado foi algo que demonstrou a maturidade que a banda adquiriu.

“Unfaceless Bride” (noiva sem rosto) é o nome do segundo álbum, que por tudo que foi dito aqui em termo de mudanças e evolução, é considerado o primeiro álbum da banda, por alguns. O nome do álbum descreve bem o Vinil. Uma banda que tem guitarras marcantes, um vocalista louco, um baterista animal, mas que ao mesmo tempo “brinca” com letras de amor, bebidas e não somente isso. No português mais vulgar eles “viajam na maionese”, algumas vezes. Só que essa viagem é legal e fundamental para que o Vinil não seja só mais uma banda que fala de amor e bebida. Logo, as letras do Vinil Laranja são únicas e os fazem ainda mais originais.

Após a viagem (para os Estado Unidos), o Vinil Laranja volta cheio de histórias na mala, dentre elas, uma tocada para um casal gay, um forte agradecimento a uma senhora de 46 anos que os adotou, o dia em que eles conheceram o Nick Oliveri e muitas loucuras cometidas para poder tocar, por causa da falta de dinheiro.  Acreditamos, então, em um amadurecimento ainda maior, graças a estes acontecimentos e nos orgulhamos de saber que houve uma grande aprovação à banda nos shows por lá.

Termino o meu texto dizendo que, após o sucesso nos Estados Unidos, o Vinil além de abrir o caminho para outras bandas boas da nossa cena, volta mais maduro e só precisa do apoio do povo paraense, pois, teve de vir gente de bem longe para ver o que muita gente não viu por aqui: a qualidade desses garotos.

Esperamos que o nosso povo, pelo menos dessa vez, dê valor ao que temos de bom e aguarde ansiosamente esta volta.

* Enquanto isso, no Texas:

* Essa você não imaginava, não é? Então é isso, qualquer dúvida, podem tirar comigo .

Prêmio – Quem comentar neste blog até o dia 18 estará concorrendo a uma entrada grátis para o show. O resultado do sorteio eu divulgo no dia 18 mesmo (hehe).

* Na semana que vem você vai entender o que o Friendly Fires tem com o… Calypso  e mais: o caminho que o MGMT abriu.





Love You Better

26 05 2009

Montage pela terceira vez em Belém – O evento foi grandioso, haja vista que o coletivo Meachuta! comemorava aniversário e a casa (nada mais nada menos que a Mirage) estava lotada. Acontece que o show do Montage no “Se Rasgum” me pareceu mais original, mais “diferente”, mais veloz. Não por acaso, aquele show foi marcante para todos. Neste show agora, quase nem teve invasão de palco, vejam só. Brincadeiras à parte, o show foi bom, nada mais. Tive sorte de assistir no camarote, se não, talvez não estivesse aqui para contar como foi. Agora a crítica da minha parte vai para a seguinte questão: Montage é Daniel Peixoto e Leco Jucá. E não sei por que motivo, mas só veio o Daniel. Obviamente que em cada fim de música a gente sentia a diferença. Ficou chato porque, querendo ou não, ocorreu propaganda enganosa. Válido lembrar que eu não assisti ao show na Mystical (segundo show deles em Belém), mas dizem que este último foi o pior.

Maccabees e o remix mais rápido da história – O quinteto de Brighton voltou forte. “Love You Better” é musicaça, coisa linda. Mas o intrigante é que esta música já tem… remix. Não, desta vez não foram os The Twelves. Russell Lissack (ele mesmo, o guitarrista gente fina do Bloc Party) foi quem remixou. Ele deve ter tido acesso ao som antes da gente. Só pode. Que coisa, não?

Skins, o filme – Muitos comentários surgem indicando que o melhor seriado indie teen logo mais vai para o cinema. Ainda não sabemos se os atores serão os mesmos, se serão só os das duas primeiras temporadas ou os da terceira também, mas eu estou “no aguardo”, e você? Skins é tudo que eu já falei trezentas e noventa e cinco vezes e mais um pouco. Só pra falar algo que eu nunca disse, na chamada do comercial toca “Standing In The Way Of Control”, do The Gossip, que virou uma espécie de hino (também) do seriado. Não preciso mais comentar.

O dia em que o Vinil Laranja conheceu o Queens Of The Stone Age – Bom, não é bem assim, mas… você lembra do peladão Nick Oliveri? Nick foi baixista do QOTSA, mas saiu da banda, pois Josh Homme não agüentava mais vê-lo drogado e causando intrigas. Pois bem, enquanto o Vinil Laranja quebrava tudo no Texas, “curiosamente”, em um bar, adivinha só quem eles conheceram? É engraçado que o líder do Vinil, Andro, já tocou peladão (igual ao Oliveri) algumas vezes também. Mas o figuraça baixista, Bruno, foi o quem se emocionou no encontro com o ídolo. Até onde soube, o Vinil ainda não teve um contato direto com os caras do QOTSA, mas essa vai pra história e pra quem acredita em destino…

Veja só o que o Vinil anda aprontando no Texas…

* Na semana que vem você vai entender o que o Friendly Fires tem com o… Calypso  e mais: o caminho que o MGMT abriu. Aaah, sim, além da volta do Vinil e a surpresa que este que aqui escreve vai te proporcionar. Espera só, uma bomba vai explodir.