* Que new rave, que nada. Só se fala em outra coisa. O mundo é DISCO. Ou melhor, NEW DISCO.
Mas a new rave ainda existe, não é Late of the Pier? Sente a música nova da banda que melhor compreendeu o que o Klaxons trouxe para o mundo.
Locksley ou Beatles? – Atenção, acabou a palhaçadinha, o assunto agora é MUITO sério. Eeeles voltaram! É isso mesmo, os Beatles estão (de alguma forma) de volta em uma música da banda Locksley. O vídeo que não me deixa mentir:
Independente da comparação, ô quarteto bom esse Locksley!
Tiësto Indie – Conhecidíssimo nas mais famosas boates do mundo, o DJ holandês Tiësto se rendeu à música independente e no seu último álbum (em 2009) contou com a participação de Kele Okereke (Bloc Party), Tegan and Sara, Emily Haines (Metric) e Jonsi (Sigur Rós). O nome do álbum é Kaleidoscope. Corre atrás e caia pra trás.
New rave + rap + hip-hop- Depois de M.I.A., Hadouken e Lady Sovereign, o Example chega com tudo na minha lista “rap indie” que vai direto pro meu set. Confere o porquê:
A evolução da cena em Belém – parte I – Eu olho para 6 meses atrás e não vejo nem metade das opções que hoje tenho. Ainda falta muito, Belém, mas você anda crescendo bastante no quesito de lugares/bandas/agendas/DJ’s e produtoras “alternativas”. Antes eu contava um barzinho, o palco principal (Café com Arte), a Dançum Se Rasgum e uma coisinha a mais… ou não. Hoje, eu vejo: 1- Ecleteca e Guiart com sites (só clicar e ver) bem completos e organizados que divulgam os eventos, te guiam e informam de forma espetacular. 2- Meachuta, Xoc!, Frica, Durango, Megafônica, entre outros, que trazem bandas e DJ’s, além de valorizar as coisas da terra. Cada produtora no seu estilo particular, ou seja: uma é mais voltada para o rock, outra para as novas tendências, outra mistura moda e música, enfim… com isso, eu já vi coisas boas, como o Montage e o Boss in Drama, nos últimos tempos e é válido mencionar que a Megafônica vai realizar o Grito Rock 2010 trazendo bandas de outros estados, sem falar do trabalho brilhante em termo de organização e resultado – sendo reconhecido em todo país – que esse coletivo anda realizando. 3- Opções durante a semana: Hoje é possível você ter um Chico Buarque cover na segunda, um “Banquinho e Distorção”, promovido pela Dançum Se Rasgum, na Terça, uma Quarta Quipariu (hehe) na quarta (óbvio), e por aí vai… 4- Belém tem uma banda de rock que tocou no South by Southwest. Tem duas, vai! Essa história eu já contei, não vamos polemizar, então a rigor são duas. Melhor para nós. Bom, eu prometo que essa lista ainda vai ficar maior, essa história não termina aqui!
* Opa, não termina mesmo. Esqueci de falar da força da MTV Belém, divulgando as festas, bandas e produtoras tanto no Twitter e no site, quanto na TV.
* Vejamos a agenda da semana: amanhã tem quarta quipariu (edição de fevereiro), na sexta e no sábado tem o Grito Rock 2010, no sábado também temos a festa à fantasia do Café com Arte e eu estarei discotecando nos três eventos.
* Quando eu voltar, eu vou contar qual é a melhor música pop dos últimos 10 anos. Ou seja, desde que o Gigi D’Agostino veio com “I’ll Fly With You” e “La Passion”. Além disso, falarei de Glass Candy. Guarde esse nome. A nova disco chegou para ficar. “Só” isso. Me aguarde!
* Produzir evento, tocar, estudar que nem louco, depois mudar de residência e ficar duas semanas sem internet não é para poucos, certo? É por isso, e nada mais, que estou de volta só agora, quando meu leitor sente-se humilhado, desprezado, deixado de lado e já me ligou, perguntou, comentou e xingou via e-mail, orkut, dentre outros. Eu volto então para escrever um pouquinho de 2009 (resumo final) e chego fervendo em 2010!
Filmes 2009 – Eu não sou nem louco de tentar fazer lista dos melhores em 2009, mas vou falar rapidinho o que eu acho.
Dá pra dizer que um filme que se passa em um parque de diversões é clichê? Penso que não, mas “Adventureland” (ou “Férias Frustradas de Verão”), de certa forma é. Assim, é um filme que eu adorei, mas não tem nada de inesperado, inovador.
O ano é 1987, Jesse Eisenberg, que no filme é James Brennan, precisa de grana desesperadamente e vai trabalhar num parque de diversões, onde conhece a já querida (bem graças à série “Crepúsculo”) Kristen Jaymes Stewart, que faz o papel de Emily “Em” Lewin. Daí o garoto (até então virgem) começa a gostar dela, mas… o resto é com vocês, caso não tenham visto, um dos melhores filmes clichês dos últimos tempos! Coloco “Adventureland” como um dos melhores de 2009, haja vista que tem bons atores, história fácil de entender, mas divertida e interessante, além de uma trilha sonora espetacular dos anos 80. Quando tocou “Don’t dream it’s over”, do Crowded House, até baixei o volume pra minha mãe não vir cantar… Em pensar que ainda tem na trilha David Bowie, The Velvet Underground, Yo La Tengo, The Cure… ufa, que excelente sentir 1987 em 2009!
2009 foi o ano do hype vampiresco e “Crespúsculo” e “Lua Nova” deram show no cinema, digam o que quiserem os críticos. Aliás, o que foi, no “Lua nova”, a cena de perseguição com música do Thom Yorke, hein Biel? Então, mas vi um filme vampiresco sueco chamado “Deixa ela entrar” que é bom também. Fica a dica. Tá, nessa hora o leitor tem a sua lista, ele fica revoltado, cita pra si próprio mil filmes e principalmente sente falta de “Inglorious Bastards” (“Bastardos Inglórios”), comandado “só” pelo… Ta-ran-ti-no. E eu assumo: eu não vi. Para finalizar os filmes: “Jennifer’s Body” (“Garota Infernal”), com Megan Fox, que foi eleita a atriz mais sexy do mundo pelo segundo ano consecutivo. Sobre o filme, duas coisas: originalíssimo e toca Black Kids. Assunto encerrado!
* Aaaah, sim… não assisti também “o” filme indie do ano. Para você ver onde chegamos… mas amigos falam maravilhas de “500 Days of Summer” (“500 Dias Com Ela”). Voltarei a comentar sobre filmes falando deste (assim que assistir), aí aproveito e escrevo três linhas sobre “Halloween 2009” e “Paranormal Activity”. Medo!
Melhor álbum de 2009 – Insistência brutal na hypada banda The XX. Para a grande maioria, a melhor banda de 2009, dona do melhor álbum. Acontece que todo bom entendedor está cansado de saber que quando uma banda não é boa, por mais hype que haja, ela não fica no “topo” muito tempo. Portanto The XX, deve ser boa, né? Este humilde escritor diz que sim, diz que é a revelação indie de 2009, mas que o álbum não é nem sombra do álbum do Phoenix, este sim o melhor do ano! “Wolfgang Amadeus Phoenix” é perfeito e tinha que ser perfeito para ser o melhor de 2009, até porque se for pensar, tivemos álbum do Muse, do Franz (segundo melhor, talvez), Kasabian, Arctic Monkeys, Placebo, Weezer…
A melhor e a pior notícia do ano novo no Brasil – O ano de 2010 começa com o lamentável, e até então inexplicável, fim do Mickey Gang. Uma das melhores bandas novas nacionais, a turma do Mickey, que já era destaque na Inglaterra, já não está mais entre nós. Essa é a má notícia. A boa é que a banda curitibana Sabonetes (já apresentada neste blog), esperta como é, está disponibilizando para download o seu álbum de 2010. Basta entrar aqui e clicar na capa do álbum. Deixo agora minha primeira pergunta reflexiva de 2010: até que ponto ainda vale à pena gravar CD e botar para vender?
* 2010 ferve como nunca para os 11 dias de vida que tem! E com você, a melhor música dos últimos… 11 dias. Só dar o play.
O Little Boots da Grécia – 2009 teve uma mulherada arrasadora no indie. Falei algumas vezes sobre isso por aqui. La Roux e Little Boots foram os destaques com seus primeiros álbuns. Pois bem, passeando pelo Last.fm, eu vou parar na… Grécia. Isso mesmo, na Grécia! Posteriormente, tomo um susto com a qualidade de mais um duo que surgiu para fazer a diferença. Ele chama-se Marsheaux, duo feminino que lembra bastante o já conhecido Little Boots. Marsheuax, inspirado nos anos 80, faz um synthpop brilhante. Nascida em 2003, apresentada para o mundo no myspace em 2006, a banda grega não tá nas indicações dos grandes jornais e não consta na lista do hype 2010, mas sinto que virará uma bela realidade logo mais. Estranho que em 2009 já saiu o terceiro álbum da banda, o que mostra que são rápidos mesmo na obscuridade do underground grego e que já era para terem tido algum destaque antes, mas… eu acredito, e você?
* Semana que vem tem mais coisa nova. Agora do indie rock. Segura!
* Perdão, perdão. É que realmente o tempo não me deixou voltar aqui antes. Este post vai trazer uma grata surpresa e tudo que ficou pendente, a partir de agora.
A verdade sobre a gripe suína!?
Boss in Drama bem à pena – A produtora Frica acertou na sua primeira aposta. Poucas vezes (pra não dizer nunca) Belém viu, no meio indie, um DJ tão diferenciado quanto o curitibano Péricles, também conhecido como Boss in Drama. Presença de palco inacreditável, efeitos visuais tão anormais que eu diria que até perigosos, principalmente na hora que ele brincou com o fogo (por pouco não ocorre um incêndio, estou falando sério, o técnico de som salvou a pátria). Bom, fora isso, chamou atenção o set disco/ house/indie, que é algo um tanto quanto raro por aqui. A festa foi um sucesso, a nova disco tem uma mão do Boss in Drama e pouca gente ali deveria saber disso, mas o lugar estava cheio e o público estava animado até o fim. A historinha da Leona (já explicada aqui) foi fundamental também. Muito bem bolada.
O hype do Vampire Diaries e o casamento entre o vampiro e o new grave – Veja só, quando o assunto é seriado, eu sou crítico o bastante para que o meu leitor não volte mais aqui, então se eu escrevesse sobre seriado, isto aqui seria chato o bastante para eu parar, logo eu não escrevo. Acompanhou? De todo modo, eu já falei do seriado teen/sensação/hype/melhor de todos, Skins, e isso faz tempo, ao passo que hoje ele já vai para terceira temporada e claro, pra mim nem presta mais. Bom, mas rendeu tanta coisa, que o Brasil faz festas estilo Skins e agora São Paulo faz seriado na mesma linha (420). Então, realmente, eu não tinha como não falar desse seriado e de fato foi bom, principalmente na primeira e segunda temporada. Tá, fora isso eu falei do Life on Mars que eu ainda preciso e irei falar mais, mas agora é a hora de uma palavrinha sobre algo que nem é tãão bom assim, mas por alguns motivos é hype e chamou a minha atenção. The Vampire Diaries é um seriado que aproveita a explosão do mito vampiresco na cultura pop, ao passo que o vampiro deixa de ser um mito para virar um fenômeno mundial. Acontece que, para ter sucesso fazendo algo que todo mundo faz (falar de vampiro), The Vampire Diaries tinha que ser caprichado. Até onde eu vi, o seriado reunia um mistério bem legal, parecia ser bem produzido e musicalmente acompanha o hype e até o movimento… new grave. Aliás, que casamento perfeito, não? O que é uma banda de new grave em um seriado de vampiro… ? Bom, mas fora isso tem a perfeita “Help I’m Alive”, do Metric, que encaixou perfeitamente no seriado e tem também The Gossip, claro, afinal estamos falando de um seriado para adolescentes e a banda, que lançou álbum novo, é tudo para estes. O sucesso do seriado é parecido com o do Crepúsculo e rolou um acerto musicalmente tal qual o filme e sua seqüência, Lua Nova, que aliás, comentei no post passado. A proposta para adolescentes e uma visão diferenciada do vampiro também é semelhante. A audiência está boa e vez ou outra o nome do seriado aparece no trending topics do Twitter (hihi).
Apenas para esclarecer, quando mencionei que o movimento new grave está presente no filme, na questão musical, me referia ao White Lies, que ficou incrível com a música “Death”. Volto a dizer, que casamento é esse entre o new grave e o vampiro?!
Estremeça suas bases, a XOC! vem aí – OK, chegou a grande hora. Quando eu me despedi do querido leitor para tirar férias em Julho deste ano, eu disse que uma novidade vinha por aí. Eis que esta chegou fervendo e o texto, escrito por mim, presente no site da produtora (www.produtoraxoc.com), você lê aqui agora.
“A última revolução roqueira (grunge) e a Revolução Industrial mudaram pontos da nossa história. Com tal raciocínio, partindo do princípio revolucionário, a XOC! chega para acrescentar, trazendo bandas, DJs, produtores, artistas em geral, mas com sua característica peculiar de introduzir a filosofia de que uma festa pode ser muito mais do que apenas isso, algo que vá muito além da “piração”. O espírito da produtora é revolucionário, já que é um grande desafio mudar concepções costumeiras e clichês, porém, mesmo que não faça de fato nenhuma revolução, a XOC! estará feliz em cumprir seu objetivo de poder trazer um “algo a mais” e diferenciado, até porque o público pede opções e não festas exatamente iguais, sendo assim, cada vez mais, teremos produtoras para todos os gostos e públicos.
Na primeira festa, a produtora irá apresentar como será o estilo e o espírito de seus eventos, logo, o público já poderá ter uma grande idéia de como tudo vai funcionar. A proposta de evento que a XOC! oferece é: um lounge, para que possamos contar com o público que não gosta de música agitada e pista de dança, ou mesmo para que aquele que estiver cansado da pista possa bater um papo e dar uma relaxada ao som de indie pop, folk, post rock, jazz, entre outros; a pista clássica fervendo com show de bandas e DJs de Belém e de fora; vídeos incríveis registrando muitos acontecimentos marcantes; e finalizando, a XOC! conta, desde já, com o grandioso apoio da maior grife indie nacional, Reverbcity, que trará, no futuro, grandes surpresas para os eventos. Uma parceria incomum e grandiosa!
Neste site você terá acesso a todas as nossas informações, dados, parceiros, fotos, textos, novidades, flyers, vídeos e rádio, em que lhes apresentaremos um pouco do que vai rolar nos eventos.
A XOC! Começa assim. Só começa. As inovações, as novidades e todo o procedimento você verá melhor no decorrer do tempo.”
Ok, então é isso, logo eu informo mais. A primeira festa será no dia 20 de novembro, no Espaço Cultural. Os ingressos estão sendo vendidos a 10 reais antecipadamente na Ná Figueredo. A XOC! tem o apoio da MTV Belém, Ná Figueredo e da curitibana Reverbcity. A proposta é a mistura do rock, da eletrônica, do post rock e do jazz, em dois ambientes. A moda caminha de mãos dadas com a XOC!, fizemos um editorial independente, com o fotógrafo Alle Peixoto e a modelo Alessandra Sossai, que também será nossa hostess, que pode ser visto no site da produtora. Fora, a questão da Reverbicty, que ainda guarda surpresas que vêm mais tarde. Ou seja, prepare-se, estremeça suas bases e fique “xocado”!
Update - Do it yourself – A XOC! te convida a fazer teu próprio vídeo e foto, na festa do dia 20. Após a festa, é só nos enviar via contato@produtoraxoc.com, ou botar no YouTube e nos mandar o link. Daí iremos escolher a melhor foto e o melhor vídeo para que este vá para o nosso site, após isso apareça no telão em festas posteriores e por fim… os autores do melhor vídeo e foto ganharão um prêmio da Reverbcity . Ufa!
Update Two – Em primeira mão o… primeiro vídeo do Bonde do Rolê em Belém, no Se Rasgum. Vídeo que tem… hum, deixa eu ver… 0 (ZERO) exibições.
* Depois tem mais, volto mais rápido desta feita e vou falar o que estou achando dos novos filmes da cena independente.
“And so there’s a change… in your emotions
and all of these memories come rushing
like feral waves to your mind of the curl of your bodies
like two perfect circles entwined
and you feel hopeless, and homeless
and lost in the haze of the wine”
- The Airbone Toxic Event, em “Sometime Around Midnight”.
* Se eu disser que tem uma banda brasileira que faz parte do atual movimento de nugaze, mas que atua desde 1994, já tocou em Londres e é de Campinas, você enlouquece?
Lua Nova, música boa – Stephenie Meyer não esconde nas linhas do livro “Crepúsculo” o quanto ama Muse. Quando o livro virou filme, “Supermassive Black Hole”, um dos hinos da banda, também esteve presente nas telas. E agora, na seleção de músicas para a continuação de “Crepúsculo” no cinema, “Lua Nova”, a trilha sonora mostra o bom gosto da escritora, de uma forma geral. Obviamente, tem Muse de novo:
1. Death Cab For Cutie – “Meet Me On The Equinox”
2. Band Of Skulls – “Friends”
3. Thom Yorke – “Hearing Damage”
4. Lykke Li – “Possibility”
5. The Killers – “A White Demon Love Song”
6. Anya Marina – “Satellite Heart”
7. Muse – “I Belong To You (New Moon)”
8. Bon Iver and St. Vincent – “Roslyn”
9. Black Rebel Motorcycle Club – “Done All Wrong”
10. Hurricane Bells – “Monsters”
11. Sea Wolf – “The Violet Hour”
12. OK Go – “Shooting The Moon”
13. Grizzly Bear – “Slow Life”
14. Editors – “No Sound But The Wind”
15. Alexandre Desplat – “New Moon (The Meadow)”
Muse 2009 – É incrível a quantidade de resenhas que eu já vi por aí complicando o novo álbum do Muse, “The Resistance”, mais do que a própria banda o fez. E essa complicação à qual me refiro não é necessariamente ruim. O Muse vive um momento perigoso onde é necessário inovar pra não virar um Coldplay. No quesito de popularidade em termos gerais, o Muse realmente trilha o caminho que o Radiohead trilhou. E então é isso, sabendo da capacidade de cada membro da banda e principalmente da sua, Matthew Bellamy agora aproxima-se da megalomania, faz três músicas que, na realidade, representam apenas uma e o grande defeito: estende muito as músicas deste álbum, nos fazendo achar repetitivo, enfadonho e até monótono.
O trabalho, em resumo, ainda sim, é bom. A banda continua perfeita ao vivo, as letras são boas como sempre (graças à influência clássica, eu, particularmente, acho algumas músicas bem bonitas, com o defeito de serem estendidas demais), e é válido ter algo diferente de tudo que já foi feito, mas o Muse, desta vez, não tem um grande hit, nem músicas que possam ser épicas, como “Starlight”, por exemplo.
* Se você curte orquestra, influências clássicas e, mais precisamente, Chopin e Queen (como eu), corre o risco de amar e enlouquecer com muitas músicas do álbum, mas esta música (em especial), que nunca será hit de pista, mas quem sabe caia em um filme de drama, ou um romance “fofo” (hihi), pode te fazer surtar:
A melhor música dos últimos tempos e o new grave levantando os mortos – A piada do momento é dizer que se o indie rock morreu, o gênero new grave foi ao seu túmulo para ressuscitá-lo. O new grave é só mais um rótulo criado pelos britânicos, e este remete a um movimento dark fortíssimo que a cada dia se torna mais presente no Reino Unido inteiro, não só na Inglaterra. Pois bem, com isso, eu destacaria o Glasvegas, o White Lies e de alguma forma, o The Horrors. Os membros das bandas só se vestem de preto e não economizam na tristeza, nas desgraças, na poesia… da tragédia. Sem dúvida alguma, as bandas são irmãs do Joy Division e do The Cure e filhas do Interpol (aliás, há o rótulo também de “pós Interpol”). No meio disso tudo, apareceu a brilhante banda The Airbone Toxic Event com a mais brilhante ainda “Sometime Around Midnight”, sétima faixa do primeiro álbum da banda. A letra é grandiosa, fala da complexidade de uma relação e do quanto esta pode mexer com você, principalmente se ela te faz sofrer (hehe). Acredito que, uma das formas do indie rock “mostrar” que está vivo é justamente através dessas bandas novas e tristes, mas que, nessa tristeza, levam consigo uma das maiores características do indie rock: complexidade da vida humana, dificuldades em relacionamentos em termos gerais. O sucesso é visto através do White Lies e Glasvegas, principalmente, que estão presentes em massa em vários comerciais e seriados.
Então, eu não sei quanto a você, mas por mais triste que seja a “Sometime Around Midnight”, acho que é a melhor música dos últimos tempos. Nem sei dizer desde quando. O que você acha?
O indie rock vive e as bandas surgem – O Libertines morreu faz tempo, o Arctic Monkeys voltou… diferente, o Muse não é mais aquele, o Strokes parou em 2006 e não voltou mais, o Killers se tornou beeem pop. O indie rock morreu? Muita gente se fazia essa pergunta até outros dias. Eu diria que é difícil manter a qualidade de um boom como foi no começo desta década, mas que não é porque algo mudou, ou piorou, que não existe mais. O problema é que o que agravava a descrença no indie rock era que as bandas que surgiam nos últimos anos não conseguiam ser nem sombra do que essas que citei foram. Tokyo Police Club, Pigeon Detectives, The Good Shoes, no entanto, melhoraram um pouquinho essa história. E agora outros nomes surgem e me agradam bastante:
The Rumble Strips: trompete, piano… mas não, a coisa não caminha para “mais um” Arcade Fire. The Rumble Strips tem dois anos de idade, um álbum, mas eu diria que já é uma realidade bem boa.
Ouça: “Girls And Boys In Love” e “Not The Only Person”.
Hockey: Álbum badalado, destaque do South by Southwest, the next big thing, uma pitada de música eletrônica e ainda lembra o velho Arctic Monkeys. Preciso falar mais? Imagens dizem mais do que palavras, certo?
“Tomorrow’s just a song away, a song away, a song away”,a frase mais cantada do “novo” indie rock.
A última que vou listar agora, se não é a melhor em termos sonoros, é a melhor em termos de nome, ou será que Skint and Demoralised é um nome normal? Minha mãe jamais acreditaria que isso é o nome de uma banda. Letra mais falada do que cantada, declaração formidável para uma garota na música “Red Lipstick”, porém, sinto que ainda falta algo. Independente disso, já é uma das melhores bandas dos últimos anos.
Somando o indie rock das bandas de new grave, que estão fazendo bonito (como eu disse lá em cima), ao que citei agora, parece que em 2010 terá um novo boom do indie rock (hihi, kidding).
* OK, agora eu vou indo. Resolvi falar do Planeta Terra só após o evento. Na próxima, comento sobre o Boss in Drama, Vampire Diaries e tem mais banda nova. Até.
* Ué, cadê a cultura pop deste blog? Estava sumida, mas está de volta.
* Se a segunda guerra mundial tivesse Tarantino no comando, seria assim, ó:
* Lembra que eu falei da Skins Party paulista? Pois é, saiu do papel e em grande estilo. Nessas horas o scrapbook ainda é útil.
Guitar Hero 5 com electrorock francês – Eu realmente não gosto do duo francês Make The Girl Dance. Por outro lado, saiu o clipe tendência da música “Baby Baby Baby” e os principais blogs deste país deram destaque. Naquela oportunidade, me segurei muito para não colocar o clipe aqui, pois apesar da música ser repetitiva, é bem legal nas festas e o clipe é, no mínimo, diferente do comum. O clipe mostra modelos desfilando pelas ruas, totalmente nuas e com as partes íntimas sendo cobertas por uma faixa preta com a letra grudenta da música.
Semana passada eu assistia à TV quando vi o anúncio “Guitar Hero 5 vem aí”, e a propaganda? Era com “Baby Baby Baby”. O estilo era o mesmo, maaas… veja você mesmo.
O Twitter tem a força – Sem dúvida alguma, uma das melhores armas para a informação atualmente, o Twitter, tem colecionado sucessos, mas principalmente polêmicas. Só que eu tomei conhecimento, teve: 1) A Xuxa brigando com os fãs, 2) O treinador de futebol Tite dizendo que quem escreve besteiras no Twitter não é ele, mas um “Tite fake”, 3) O grande jornalista esportivo Juca Kfouri corrigindo o treinador Wanderley Luxemburgo por uma gafe na digitação e a última do Twitter é: “Brazil wants KOL”. É isso aí, alguém fez um Twitter, veio me seguir, entre tantos outros, com os dizeres “Vamos trazer o Kings of Leon para o Brasil”. A banda, que não vem para o festival Planeta Terra, será seduzida a vir? Alguém segura o Twitter?
Stereovitrola, Boss in Drama e Bonde do Rolê vem aí – Trazidos pelas produtoras Megafônica, Frica e Se Rasgum, respectivamente. Vamos ver coisa por coisa:
No sábado, dia 19 (vulgo depois de amanhã), a Megafônica traz a melhor banda de Macapá. A discotecagem contará comigo, Marcel (Se Rasgum) e a Yasmin Medeiros. No dia 26, a nova produtora, Frica, já nos presenteia com o curitibano Boss in Drama. Boss remixa Copacabana Club, entre outros, tem reconhecimento forte nacionalmente e toca indie-disco. E eu não vou perder isso por nada. Finalmente, para novembro, a maior produtora independente de Belém, a Dançum Se Rasgum, nos confirma o incrível Bonde do Rolê. Outro dia eu falei sobre o Bonde do Rolê por aqui, então só para acrescentar, o show é elogiadíssimo pelos ingleses e eu já ouvi o áudio do show e adorei. Logo, prepare-se, a maré está boa.
O Indie, a Frica e a Leona em uma vingança – Fruto da força da Internet, do mundo globalizado, da velocidade da informação, o fenômeno paraense do YouTube “Leona, a assassina vingativa” vai ser o tema da segunda festa da produtora Frica (“Frica Vingativa”). Os “atores” do vídeo, que possui 259.053 visitas, já tiraram as fotos necessárias e serão atração à parte no evento do dia 26. Até o Boss in Drama já comentou sobre isso, no Twitter, claro. O reconhecimento dos garotos do Jurunas, que gravaram vídeos em celulares e colocaram no YouTube, está gigante. A Frica, tão nova, também já cresce em largos passos. E a idéia de usar o badalado vídeo como tema foi criativa.
Só esclarecendo, a Frica usou o tema futurismo na sua primeira festa, a produtora é influenciada diretamente por moda, misturada ao indie e ao electrorock, como tantas bandas novas em histórias que já contei a vocês neste blog.
* Clipe novo de Nugaze e festival Planeta Terra logo mais por aqui.
“She got her Ebay-item customized. She makes her own pathetic BD-fanzine. She’s an indie girl, she’s so damn, indie-vidi… indie-vidividual”.
* Oba. Só pra explicar, os links do final do post passado eram de uma simples rádio que montei e de um podcast para você baixar. O objetivo da rádio é um conhecimento cada vez maior de cada um que acessar o link, além de um propósito de divertir.
* Convido, então, amigos para tocar e tocarei bastante por lá. Ainda não pretendo usar microfone e por enquanto vai ser assim. Acho que o microfone será usado se eu fizer a rádio deste blog que ainda está em fase de estudo. Querendo tocar, talk to me.
You Love Her Coz She’s Dead – Na era da criatividade maluca para os nomes das bandas (que o diga o americano She Wants Revenge e o maior nome do novo shoegaze, The Pains of Being Pure at Heart), o nomeYou Love Her Coz She’s Dead se torna algo normaaal.
A banda é do reino unido e é quase zerada. Duo (homem e mulher) estilo Kap Bambino e Crystal Castles, sabe muito bem como fazer as coisas.
Quando você olha pra uma banda de pouquíssima estrada e vê que ela tocou na “famooosa” Skins Party (a festa new rave/tendência dos moleques do seriado, que o Crystal Castles já tocou também) e saiu recentemente na respeitada seleção de músicas da Kitsuné, é porque tem algo bom aí.
YLHCSD classifica seu próprio som como screamo, indie e electro. Nas tags do Last.fm você vai encontrar desde 8-bit, até “Crystal Castles’ clone”, hehe. Eu diria que o duo tem um pé no Kap Bambino, outro no Crystal Castles. Acho que lembra muito o Crystal Castles pelos sons de vídeo-game e por isso as duas bandas são enquadradas no gênero 8-bit. Por outro lado, nos vídeos do YouTube, vejo um lado mais dark que lembra mais Kap Bambino. Só que, óbvio, não é tão acelerado quanto. Até porque o Kap Bambino faz um electropunk/heavymetal/grunge, ufa. E tudo isso, pra mim, pode ser pura e simplesmente electrorock e new-rave, só que temos que ficar de olho nessas bandas de dois e “tentar” descrevê-las cada vez melhor, já que estão fazendo nascer um novo movimento bem bom. A melhor música do YLHCSD, no meu modo de ver, é “Dead End” e a banda também produz remixes bem legais. Aí embaixo, veja “Dead End” e um vídeo bem sinistro e ilustrativo. Não pisque, não tema.
Indie Girl – Filho malvado de 8-bit misturado com uma sonoridade experimental/electropunk/indie, o Bondage Fairies (nome de um hentai) é da Suécia, tem um álbum de 2006 e o outro acabou de sair. O duo (este de homens) tem uma música sobre um casamento gay e outra esperta, que fala sobre uma garota indie, dentre outras. A sonoridade da banda serve tanto pra ouvir atentamente, quanto dançar. O lado experimental te faz viajar ao som de Nintendo-punk (como os críticos dizem) e uma voz abafada lá no fundo. Finalizando, pelo que se sabe, é a única banda gay que faz electropunk na Suécia e a outra curiosidade é que eles tocam… mascarados. Dizem que a máscara é de robô japonês, mas aí eu já não sei. O fato é que se eu fosse você, buscava esses dois álbuns. Agora com vocês, a garota indie:
Skins Party – Neste espírito do que eu já citei no post de hoje, venho aqui falar sobre o que anda acontecendo neste país. Xi, não estou falando do senado, não. Mas sim da forte influência do melhor seriado teen da Inglaterra, por aqui.
Bom, a Skins Party, do seriado “Skins” retrata as festas caseiras de uma cidade pequena da Ingalterra, pós Cansei de Ser Sexy e Klaxons. Nessas festas, como já disse, vimos shows do duo canadense Crystal Castles, do YLHCSD e o seriado mostra através delas, TUDO que ocorre de verdade nas festas privadas.
O que acontece é que isso virou “moda” no mundo. Digo, não as festas – pois essas já ocorriam –, mas uma festa (em especial) inspiradíssima na que é vista no seriado e com o mesmo nome, inclusive. Em Porto Alegre, já vamos para segunda edição da Skins Party. No Orkut, há uma comunidade (Skins Secret Party SP) que engloba jovens de todo o país, que discutem como fazer para produzir uma festa que possa ter gente de todos os estados. Só o que fica estranho é que, principalmente por estar no Orkut, não tem nada de secreto, mas vai ver que a questão de ser algo apenas underground não é tão séria assim (ou não, hehe). Sei que outras festas que envolvam o nome de “Skins” estão sendo organizadas por aí e já estou pasmo. Tipo, essa comunidade que citei, se você for lá, vai se assustar em ver como a coisa é realmente séria. Já fizeram tópicos organizando até “o que não pode faltar na festa” e “o que cada um vai levar”. E gente de diferentes localidades, idades e… sexualidades.
Passeando no Orkut, você ainda encontra “Skins Secret Party” de BH, Brasília, RJ e por aí vai…
Skins Secret Party
* Semana que vem tem mais Nugaze, mais duo e algo sobre o Twitter. Além, claro, de um comentário sobre as bandas que estão vindo para Belém.
* Voltamos aos anos 80? É o novo Jesus and Mary Chain? Epa, não tá tocando “Head On” aí? Lá na frente eu explico essa história.
Macacos macabros - O primeiro sinal da força da Internet em dupla com o indie rock desta década, foi o Arctic Monkeys. Nos anos 90 pós Nirvana e pós grunge, representando a cena independente, tínhamos o Weezer, o Placebo, o Radiohead, o Muse, e o Blur. Todos com relativos sucessos. Nada comparado ao que representam hoje, graças ao crescimento da cena e da já falada Internet.
O diferencial inicial do Arctic Monkeys, foi o fenômeno do MySpace que foi. Até ali, nunca ninguém tinha visto algo do tipo. O Strokes tinha acabado de abrir as portas do indie rock do ano 2000 para o mundo, aí vem uma banda da Inglaterra e quebra recorde de venda de CDs, mesmo com os fãs já tendo todas as músicas. É coisa séria!
Bem, meus amigos, e começar tão em cima como o Arctic Monkeys começou, não é nada fácil. Manter a qualidade inicial é quase impossível e eu ainda não disse que a qualidade caiu, veja bem.
O Arctic Monkeys conquistou a todos, da forma que ele nasceu. Uma forma própria de letras muito boas, mas simples, de duas guitarras velozes, de músicas, enfim, contagiantes. O público se acostumou com letras do tipo “I bet that you look good on the dancefloor”, guitarras que ferviam de uma maneira inacreditável e moleques indies imaturos. Muitos temiam, então, que no segundo álbum tudo mudasse. Até porque, o segundo álbum é sempre o pavor de toda banda. Só o que ocorreu foi que a qualidade persistiu e apesar de algumas mudanças, o estilo também. Aí, mais do que nunca, o Arctic Monkeys se firmou como uma banda excelente.
Tudo certo, o tempo passou e agora em 2009 veio o terceiro álbum. Acredito que o público é carente de coisas boas e por terem gostado e se acostumado com Arctic Monkeys do jeito que ele sempre foi, se mudasse muito, muitos fãs se sentiriam órfãos. Eis que foi isso que ocorreu.
“Humbug”, o terceiro álbum, produzido por James Ford e Josh Homme, chegou. Hoje os moleques são hippies, as letras ainda são legais (apesar de que, querendo ou não, são mais “maduras”), o clima é soturno, a atmosfera é mais parada e só há uma guitarra, quase sempre. Mudou muito!
A conclusão, então, é que, ou o fã se acostuma com tudo isso e acaba gostando – pois a qualidade não acabou, o estilo que mudou – ou é bom procurar uma nova banda favorita.
Eu prefiro os macacos de antes, achei este álbum inferior em tudo, mas vou deixar bem claro que a qualidade ainda é grande. Para quem está disposto à mudança, tudo bem. Para quem está conhecendo a banda agora, pode até amar. O cara que queria que a banda mudasse, tem grande chance de gostar, mas, sem dúvida, a grande maioria acaba de perder uma das suas bandas favoritas.
A melhor presença de palco do mundo (campeão moral) – É do Ed MacFarlane, do Friendly Fires. Aliás, outro dia eu falei deles aqui. Falei o quanto o Ed dança, e que até sambar ele samba. Ele é super engraçado em cima do palco, pois dança parece aqueles loucos dos filmes dos anos 80 que passam na Sessão da Tarde. O Friendly Fires está no Brasil e acabou de tocar no Popload Gig.
A melhor presença de palco do mundo (de verdade) – Na real, o Kap Bambino com a pirada Caroline Martial, faz qualquer banda repensar em presença de palco. Mas eu acho injusto comparar o Kap Bambino com qualquer banda, neste quesito. Por isso falei do Friendly Fires também. Até porque o estilo das bandas é diferente e eu acho que pro estilo do Friendly Fires, que é algo dançante, mas light, o Ed é mais que perfeito. No entanto: bandas de electropunk, ou qualquer coisa noooooise/agitada neste mundo, fiquem na frente do YouTube assistindo Kap Bambino. Talvez vocês aprendam.
Nugaze – O shoegaze, pra quem não sabe, foi o movimento que surgiu nos anos 80, em que os músicos “não se importavam” com o público. Alguns músicos, inclusive, tocavam de costas para a platéia, outros olhando para o próprio sapato (por isso “shoegaze”). Este tipo de comportamento chegou até a causar confusão, mas os integrantes das bandas muitas vezes não eram metidos, e sim tímidos e com o tempo foi ficando claro tudo isso.
A minha banda favorita de shoegaze, a já falada por aqui Jesus and Mary Chain, sem dúvida foi a mais importante deste gênero. Dentre as coisas mais relevantes, o Jesus influenciou o Pixies, que influenciou o Nirvana e o resto você já sabe… Da série “álbum para a história”, o Jesus and Mary Chain produziu o histórico “Psychocandy”, que possui fortes características do shoegaze, digo: guitarras distorcidas, barulho e vocais profundos.
Eis que em 2009, justo na era da tão falada mistura de ritmos, na era colorida, um novo movimento de bandas que fazem shoegaze desperta a atenção de todos. Ok, um pouco de preto e branco, neste 2009 tããão colorido.
O nugaze está aí e veio forte. Temos os Crocodiles (lá do começo do post) que fizeram essa “I wanna kill you”, que é bem semelhante à excelente “Head On” do Jesus and Mary Chain. Mas, se você ouvir o álbum todo do Crocodiles, que acabou de sair, verá que eles são influenciados por outras coisas, também. Afinal, estamos em 2009. The Pains of Being Pure at Heart (sééério), Crystal Stilts e Vivian Girls (shoegaze de vocal feminino, hehe), completam a minha lista de coisa legais. É lógico que se você for atrás, vai achar outras bandas, afinal, um movimento forte, na era da Internet, sempre traz muita, mas a qualidade é relativa.
Em linhas finais, é sempre bom ver algo “novo” nascer. É legal que essas bandas estão fazendo o primeiro álbum agora em 2009 mesmo ou fizeram no final de 2008. É tudo zerado. Vamos ver até onde vão os “filhos de Jesus and Mary Chain”. Nas próximas postagens, vou escrevendo as novidades sobre isso. Aquele que estava saudoso com o “indie clássico”, não precisa mais ficar.
The Pains of Being Pure at Heart – Young Adult Friction
Shoegaze anos 80: Jesus and Mary Chain,My Bloody Valentine,Ride, Slow Drive.
Shoegaze 2009: Crocodiles, The Pains of Being Pure at Heart, Vivian Girls, Crystal Stilts.
* O post termina por aqui. Eu preferi esperar mais um pouco pra falar do novo Muse. Semana que vem tem mais.
* Enquanto isso duas novidades: uma rádio e um podcast . Depois eu explico. Até.
*Fill my brain, Michael Caine, throw me down and makes me hear again.
*Meu óculos de aro preto já me faz inteligente. Discuto Bulgakov c’ vendedor de livro crente. Minha roupa é de brechó, igual meu avô já tinha. Roupa feia escandalosa só pra funkeira galinha.
Na era da música fashion de vocal feminino, eis aqui a melhor banda – Que tal uma banda que “se conhece” no… Myspace, pessoalmente só no primeiro ensaio e depois começa a fazer web shows? Talvez se alguém pensasse nisso nos 80, fosse chamado de louco. Talvez se o leitor correr para seus respectivos pais, estes não acreditem e ainda riam da sua cara. Mas, é isso. Eu poderia parar por aqui, colocava um vídeo do YouTube e realmente não precisaria falar mais nada do Jennifer Lo-fi. Só que é difícil falar pouco sobre esta banda, tal qual é difícil expressar porque ela é tão boa. O Jennifer faz um experimentalismo quase não visto na nossa música de hoje. Acho que esta é a principal característica, ao passo que, temos letras bizarras (normalmente em inglês) e uma guitarra marcante. Sem falar, claro, da voz da Sabine (vocalista), que eu gosto muito. Eles se inspiram em Mars Volta e Sigur Rós, principalmente. Michael Caine (é isso mesmo) é o single principal, o produtor deles é o Manoel (mesmo produtor do outro fenômeno, Mallu Magalhães) e a banda já é destaque em São Paulo. Take a look:
O Bonde das Impostora e a ira do metaaal – Todo mundo que conhece o Bonde das Impostora, sabe que não há muito limite nas letras das músicas. Pelo contrário, para muitos, às vezes, há um exagero. Alguns dizem que as letras tem o apelo de um funk comum, eu discordo, acredito que tem uma ou outra música assim, mas a maioria contém uma ironia incomum, uma letra totalmente fora do padrão do funk popular. Se no fim há muita diferença ou não, cabe ao critério de cada um. Pra mim, o Bonde das Impostora, assim como o do Bonde do Rolê, fez um funk “revolucionário”, criativo e crítico, mas sem, necessariamente, letras de baixo calão.
Quando você vê as gozações, críticas e ironias das letras, percebe que, em determinado momento, eles falam deles mesmos. Você percebe que é tudo com um intuito legal, porém, no Brasil, atualmente, é muito fácil de alguém se sentir atingido. Sendo assim, dentre letras que falam de publicitários, indies, o próprio Bonde do Rolê, o Brian (Placebo), DJ Malboro e o… metal, eu não preciso dizer quem está se sentindo ofendido e levando a coisa a sério, certo? Metaleiros andam revoltados e estão fazendo comunidades e tópicos que expressam o repúdio por serem zoados. Alguns dizem que nunca falaram nada dos funkeiros que seriam “favelados e sem cultura”, mas que agora não podem aceitar serem “ofendidos”. A briga promete ir longe, mas a banda nem responde. Parece não estar muito preocupada. Acredito que este seja o espírito. Imagine você, se todos os indies resolvessem se revoltar contra as letras. Capaz do show ficar vazio na próxima tocada do Bonde das Impostora. E na hora do “Oê oê oê, eu sou mais indie que você”, quem vai cantar?
A cena curitibana com suas bandas de nomes estranhos – E já que acabamos de falar da banda curitibana Bonde das Impostora, porque não falarmos mais de outras novidades de lá, não é?
Em Curitiba há o famoso bar James, a essencial INMWT, mas pouco se ouvia das bandas até pouco tempo, mas agora o hype está grande. Sabonetes é uma das melhores novas bandas de rock nacional. Eu destaco a música “Descontrolada”. Algo não tão novo (2004), mas também bem bom e de nome esquisitão é a banda Mordida (não, eu não tô brincando). Surf Music, Jovem Guarda, Punk Rock, são as influências da banda.Ouçam “Tapete Molhado”.
Em números finais, a minha favorita: Charme Chulo. Não que seja muuuito, mas nenhuma banda se parece tanto com o Kings of Leon, quanto esta, no Brasil. Rock caipira, sotaque curitibano marcante. Este é o Charme Chulo:
OK, mas em um local em que a cena independente cresce, não pode faltar uma boa banda de electrorock com vocal feminino, claro. O Copacabana Club segue fielmente a linha do Cansei de Ser Sexy com letras em inglês arrastado. A diferença é que, às vezes, é mais prazeroso ouvir a música do que dançar. A banda possuí o single “Just do it” e também tem o destaque das pistas: “King of The Night”. Vale conferir, até porque, dizem por aí, que Curitiba nunca foi tão perto de Belém, você entende?
O ataque aos Estados Unidos – Ninguém aqui duvida da força da música independente americana. Claro que não. Há pouco tempo, com o boom do Strokes, seguido de perto por White Stripes e Yeah Yeah Yeahs, o verdadeiro “cool” sumiu de Nova Iorque. Senhas foram criadas para festas secretas. Tudo porque os hipsters e os verdadeiros amantes da música indie, estavam juntos e já não se sabia mais quem era quem. Esse “não” à mistura, não é por preconceito, ou “frescura”, mas sim, porque tem acontecido algumas injustiças, como, por exemplo, um cara que ama o Kings of Leon, perde um lugar no show para uma garota que não conhece música alguma, mas que vai por achar os caras bonitos. Assim, nada contra também, mas é que virou moda. A mulherada vai em peso aos shows do KOL e nem conhece a música “Soft”.
Pois bem, tendo o leitor esta noção do tamanho da cena americana e o que ocorreu recentemente por lá, é preciso saber que há uma crítica feroz das bandas independentes ao americano. O baterista do Kings of Leon, Nathan Followill, acusou o americano de ter um gosto “limitado”. Disse também que não se ouve coisa boa nas rádios, só Jonas Brothers, Hip-Hop e Hannah Montana. Tom Meighan, vocalista do Kasabian, foi mais além e chamou o público de “iludido e atrasado”. Finalizou enfatizando que eles são uma banda “cult” e não são nenhum Coldplay ou U2 e por isso não aparecem nas rádios. O que eu acho sobre tudo isso é: 1- Os indies que freqüentam as festas estão felizes com o fato das bandas não saírem nas rádios e não ficarem pop, mas, às vezes, dá vontade de ouvir o que você gosta no rádio, não? 2- Os americanos, em geral, dão valor para um lixo pop e para o que está na moda. 3- As bandas que querem mais dinheiro ou fama, sentem falta de algo que não há no caminho do underground. Bom, ao menos os hipsters deram um tempo. Hoje o Brooklyn traz muitas coisas boas, mas não tenho sabido de nenhuma reclamação quanto aos hipsters e mesmo que ainda existam, o fato das bandas independentes não terem tanta vez nas rádios, por esse ponto de vista, é um bom sinal. Só a mulherada leiga que vai ao show do KOL mesmo, mas há de se dizer, eles estão famosos.
Eu torceria para que houvesse um meio termo, as bandas boas que quisessem mais espaço, de fato, o tivessem, mas que nem por isso, virassem pop, mudassem seu som, estilo de show, e levassem consigo, conseqüentemente, fãs que bebem cerveja e olham para o traseiro das garotas na hora da melhor música. Só que isso tudo me parece impossível.
* Ufa, a história da melhor presença de palco do mundo fica pra próxima. O novo Arctic Monkeys e o Muse estarão em pauta também.
* Nesta sexta tem discotecagem minha no Café com Arte, no evento “Agosto pro Rock”, promovido em parceira com a MTV. Até.
* O tamanho do indie nacional, a Kap Bambino do Brasil, a mulherada brasileira mostra serviço e o… André.
* Eu costumo falar o nome das bandas no masculino (exemplo: o Vinil Laranja), mas não consigo escrever o Kap Bambino. Fica muito estranho. Sorry.
* Um mês fora, para quem escreve toda semana, significa muito assunto para lidar.
* O que era kitsch virou brega. Acabou forçando a barra, a barra, a barra, a barra.
* I was born in the 90’s and asked my mom: “why did I came so late?” ‘Cause all my friends born in 80’s.
O indie nacional está enooorme – Ali em 2004, quando o Cansei de Ser Sexy misturou “besteirol”, ironia, moda, barulho, guitarra e eletrônica pela primeira vez, alguns estranharam, mas o sucesso não tardou. O Bonde do Rolê pegou o “nosso” funk, foi ainda mais atrevido nas letras e o povo inglês (depois “o mundo todo”) bateu palma. Daí veio o Bonde das Impostora, que era o Bonde do Rolê com ainda mais ironia. Em seguida, chegamos no Montage que disse “não” ao forró e fez electrorock em Fortaleza. A partir daí tudo ficou mais fácil, as portas se abriram, o Trama Virtual incentivou o mercado da música independe, o crescimento e a aceitação universal ficaram gigantes e se você passar um mês de fora do mundo da Internet, corre o risco de ficar por fora de tudo.
Mickey Gang – Vem de Colatina, Espírito Santo, uma das melhores bandas nacionais, atualmente. Aquele que acompanha o meu set conhece o Mickey Gang há um tempo, mas só agora resolvi escrever. O detalhe importantíssimo quando você fala dessa turma é a idade dos garotos. O mais velho da banda tem… 19 anos. Em “I was born in the 90’s” há uma letra divertidíssima, gostosa de cantar. A música é single, ganhou remix e quando eles tocaram na Inglaterra foi surreal ver a platéia cantando junto. Outro detalhe curioso sobre o Mickey Gang é que não é fácil aparecer para o mundo sendo de Colatina, mas eles nunca tocaram em Colatina. Tocaram na Inglaterra e recentemente em São Paulo. Dá pra acreditar?
André, a Mallu Magalhães dos mashups – Um dos motivos das bandas experimentais-electro-rock-newrave-indie-noise estarem dando certo, é uma forte tendência atual a misturar sonoridades. Já falei sobre isso aqui. Só que para alguns, quanto mais misturar, melhor. Para outros, não. Mesmo aquele que topa mashups, remixes, dentre outras coisas, nem sempre está de acordo com uma misturada geral, me entende? O que João Brasil faz na festa dele, por exemplo, é pegar o tecnobrega e o carimbó de Belém e juntar com o indie. Ocorre que no Espírito Santo, João Brasil ganhou um “filho”, hehe. André consegue juntar uma frase do treinador de futebol Leão, o Justice, o Cansei de ser Sexy, o Muse, o Bonde do Tigrão e o Fábio Júnior numa tacada só e em 5 minutos. É inegável que o moleque é fera, principalmente se soubermos que ele tem 17 anos, com cara de 13, mas gostar da coisa em si vai de cada um.
Agora veja este vídeo que o André misturou Tati Quebra Barraco e Mickey Gang:
A mulherada brasileira mostra serviço – Se o electrorock, electro punk, electro grunge , e o synthpop com vocais femininos estão com tudo na Europa, no Brasil não é diferente. Aproveitando a porta que está aberta, como foi dito acima, em São Paulo nasceu a banda Stop Play Moon. Banda de três, ligada à moda diretamente e na qual a voz da vocalista lembra a da Madonna. Sério. Também em São Paulo e também amigo da moda, surgiu o No Porn, que produziu, dentre outras coisas, os hinos “Baile de peruas” e “Xingu”. A primeira tem toda uma história por trás, mas objetivamente falando, já foi a trilha sonora de um desfile do André Lima. Há toda uma ironia nesta música. Já “Xingu” era o lugar onde os integrantes (dupla) da banda discotecavam, começaram a fazer a coisa ao vivo, até virarem banda. Certo, mas o Brasil ainda tem coisas zeradas de vocais femininos-electro-indie-rock-moda. E são coisas novas beem boas: Glass and Glue e Brollies & Apples. Veja só o clipe do Brollies:
Mas o vocal feminino nacional não para por aí: eu não preciso falar do fenômeno Mallu Magalhães e da Stephanie Toth, mas gostaria de lembrar que ainda tem a candanga Nancy, que falei recentemente por aqui. Vi o show no Porão do Rock do ano passado e já adorei o primeiro álbum da banda neste ano. A voz da vocalista eu diria que é a melhor do indie nacional.
A Kap Bambino do Brasil – Se a Kap pisar no freio e reduzir a velocidade, ela consegue uma parente no Brasil. A paulista Bondage lembra Le Tigre, faz a alegria da turma do electro punk e riot grrrrl e lembra demais a Kap Bambino, pelo menos neste sinistro vídeo de “Kill me”:
* Semana que vem tem: o ataque aos Estados Unidos, a melhor presença de palco do mundo, a cena nacional apresenta o seu rrrock em Curitiba e mais uma banda nacional de vocal feminino, esta a melhor do momento, pra mim.
* Inicialmente perdão pela demora, uma forte gripe (não, não é a gripe mais famosa do mundo) e muita correria me fizeram demorar para postar, mas vamos lá.
Duas perguntas: Você viu o show do Franz Ferdinand no Glastonbury? O adjetivo “épico” seria uma ofensa para o show, certo? E a outra: O Phoenix é a melhor banda francesa que há no momento ou estou errado? A cada vídeo que vejo no YouTube me convenço mais de que estou certo…
O show mais importante da história de Belém – Eu não sou de ficar fazendo resenha de bandas e shows (já mencionei aqui), tento fugir do clichê. Então quem foi ao evento que produzi (“12:51- Vinil Laranja, A Volta) sabe o que foi o show do Vinil Laranja e o evento em si. Só tenho a agradecer e, sobre o Vinil, foi o show mais importante de Belém, pois foi a volta da primeira banda paraense que tocou no South by Southwest. E eles evoluíram muito! A história da música independente de Belém pode mesmo mudar depois disso. Não é mesmo, Andro?
Kap Bambino sinônimo de… velocidade – A banda mais veloz do indie em 2009 já é a nossa Kap Bambino. A gritaria (já muito falada por aqui), o ritmo alucinante que parece que não vai terminar nunca, a adrenalina que contamina, essa é a francesa Kap Bambino. Bom, mas tão rápidos quanto são os DJ’s. O novo single “Dead Lazers” (terceira do novo álbum) mal saiu e eu achei quatro remixes. A música, aliás, é inacreditável com clima indescritível, mas eu tentaria descrever o clima como… macabro. A dica do momento então é: vá atrás do álbum “Blacklist”. Eu ouvi música por música do álbum no site da MNE e tive certeza que é superior ao de “Zero Night Light Vision” (primeiro álbum do banda). Outrora eu citei o primeiro single “Red Sign”, agora “Dead Lazers”, o cara bom de leitura já sabe o que esperar. É mais ou menos assim, após ouvir Kap Bambino, você nunca mais vai querer assistir fórmula 1, nem ver filme de terror. A velocidade e a gritaria que assusta demais estão presentes em massa nesta banda. Veja só:
A mulherada está furiosa – Além de Kap Bambino (citada acima), a banda canadense Metric voltou brilhando neste ano com o álbum “Fantasies”; a rainha do indie, Beth, e o seu The Gossip veio com o curioso álbum “Music for Men” (curioso pelo feminismo da Beth, rainha lésbica também); o Little Boots, que eu já vos apresentei, aproveitou a carona do hype e produziu o seu primeiro grande álbum que chama-se “Hands”. Acabou? Que nada. La Roux ,que faz synthpop brilhante, já tem um dos melhores álbuns de 2009, sem dúvida. Será que o Ting Tings em 2008 fez a história dos vocais femininos mudar para melhor? Não sei, mas a febre é grande e é só coisa boa. Ainda nem sei dizer os melhores álbuns e o “pior” é que ainda tem outros, por exemplo, o Yeah Yeah Yeahs também produziu álbum novo. Dá-lhe mulherada!
A rádio deste blog e a nova produtora paraense – Foi planejado e gravado um programa para compor o que poderia ser a rádio deste blog. Porém, ainda preciso decidir e testar algumas coisas, assim quando eu tiver novas, aviso como vai funcionar e tudo mais. Agora a grande notícia é: me parece que vem aí uma produtora ambiciosa que vai fazer até nevar em Belém. Em um mês mais uma bomba pode estourar, vá se preparando e não fique chocado (hehe) porque eu não vou falar mais sobre isso agora. O que posso dizer é: o projeto está no forno e é e.s.p.e.t.a.c.u.l.a.r.
* Em caso de urgência ainda volto por aqui neste mês, caso não, volto com todas essas novidades em agosto. Boas férias.
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