“And so there’s a change… in your emotions
and all of these memories come rushing
like feral waves to your mind of the curl of your bodies
like two perfect circles entwined
and you feel hopeless, and homeless
and lost in the haze of the wine”
- The Airbone Toxic Event, em “Sometime Around Midnight”.
* Se eu disser que tem uma banda brasileira que faz parte do atual movimento de nugaze, mas que atua desde 1994, já tocou em Londres e é de Campinas, você enlouquece?
Lua Nova, música boa – Stephenie Meyer não esconde nas linhas do livro “Crepúsculo” o quanto ama Muse. Quando o livro virou filme, “Supermassive Black Hole”, um dos hinos da banda, também esteve presente nas telas. E agora, na seleção de músicas para a continuação de “Crepúsculo” no cinema, “Lua Nova”, a trilha sonora mostra o bom gosto da escritora, de uma forma geral. Obviamente, tem Muse de novo:
1. Death Cab For Cutie – “Meet Me On The Equinox”
2. Band Of Skulls – “Friends”
3. Thom Yorke – “Hearing Damage”
4. Lykke Li – “Possibility”
5. The Killers – “A White Demon Love Song”
6. Anya Marina – “Satellite Heart”
7. Muse – “I Belong To You (New Moon)”
8. Bon Iver and St. Vincent – “Roslyn”
9. Black Rebel Motorcycle Club – “Done All Wrong”
10. Hurricane Bells – “Monsters”
11. Sea Wolf – “The Violet Hour”
12. OK Go – “Shooting The Moon”
13. Grizzly Bear – “Slow Life”
14. Editors – “No Sound But The Wind”
15. Alexandre Desplat – “New Moon (The Meadow)”
Muse 2009 – É incrível a quantidade de resenhas que eu já vi por aí complicando o novo álbum do Muse, “The Resistance”, mais do que a própria banda o fez. E essa complicação à qual me refiro não é necessariamente ruim. O Muse vive um momento perigoso onde é necessário inovar pra não virar um Coldplay. No quesito de popularidade em termos gerais, o Muse realmente trilha o caminho que o Radiohead trilhou. E então é isso, sabendo da capacidade de cada membro da banda e principalmente da sua, Matthew Bellamy agora aproxima-se da megalomania, faz três músicas que, na realidade, representam apenas uma e o grande defeito: estende muito as músicas deste álbum, nos fazendo achar repetitivo, enfadonho e até monótono.
O trabalho, em resumo, ainda sim, é bom. A banda continua perfeita ao vivo, as letras são boas como sempre (graças à influência clássica, eu, particularmente, acho algumas músicas bem bonitas, com o defeito de serem estendidas demais), e é válido ter algo diferente de tudo que já foi feito, mas o Muse, desta vez, não tem um grande hit, nem músicas que possam ser épicas, como “Starlight”, por exemplo.
* Se você curte orquestra, influências clássicas e, mais precisamente, Chopin e Queen (como eu), corre o risco de amar e enlouquecer com muitas músicas do álbum, mas esta música (em especial), que nunca será hit de pista, mas quem sabe caia em um filme de drama, ou um romance “fofo” (hihi), pode te fazer surtar:
A melhor música dos últimos tempos e o new grave levantando os mortos – A piada do momento é dizer que se o indie rock morreu, o gênero new grave foi ao seu túmulo para ressuscitá-lo. O new grave é só mais um rótulo criado pelos britânicos, e este remete a um movimento dark fortíssimo que a cada dia se torna mais presente no Reino Unido inteiro, não só na Inglaterra. Pois bem, com isso, eu destacaria o Glasvegas, o White Lies e de alguma forma, o The Horrors. Os membros das bandas só se vestem de preto e não economizam na tristeza, nas desgraças, na poesia… da tragédia. Sem dúvida alguma, as bandas são irmãs do Joy Division e do The Cure e filhas do Interpol (aliás, há o rótulo também de “pós Interpol”). No meio disso tudo, apareceu a brilhante banda The Airbone Toxic Event com a mais brilhante ainda “Sometime Around Midnight”, sétima faixa do primeiro álbum da banda. A letra é grandiosa, fala da complexidade de uma relação e do quanto esta pode mexer com você, principalmente se ela te faz sofrer (hehe). Acredito que, uma das formas do indie rock “mostrar” que está vivo é justamente através dessas bandas novas e tristes, mas que, nessa tristeza, levam consigo uma das maiores características do indie rock: complexidade da vida humana, dificuldades em relacionamentos em termos gerais. O sucesso é visto através do White Lies e Glasvegas, principalmente, que estão presentes em massa em vários comerciais e seriados.
Então, eu não sei quanto a você, mas por mais triste que seja a “Sometime Around Midnight”, acho que é a melhor música dos últimos tempos. Nem sei dizer desde quando. O que você acha?
O indie rock vive e as bandas surgem – O Libertines morreu faz tempo, o Arctic Monkeys voltou… diferente, o Muse não é mais aquele, o Strokes parou em 2006 e não voltou mais, o Killers se tornou beeem pop. O indie rock morreu? Muita gente se fazia essa pergunta até outros dias. Eu diria que é difícil manter a qualidade de um boom como foi no começo desta década, mas que não é porque algo mudou, ou piorou, que não existe mais. O problema é que o que agravava a descrença no indie rock era que as bandas que surgiam nos últimos anos não conseguiam ser nem sombra do que essas que citei foram. Tokyo Police Club, Pigeon Detectives, The Good Shoes, no entanto, melhoraram um pouquinho essa história. E agora outros nomes surgem e me agradam bastante:
- The Rumble Strips: trompete, piano… mas não, a coisa não caminha para “mais um” Arcade Fire. The Rumble Strips tem dois anos de idade, um álbum, mas eu diria que já é uma realidade bem boa.
Ouça: “Girls And Boys In Love” e “Not The Only Person”.
- Hockey: Álbum badalado, destaque do South by Southwest, the next big thing, uma pitada de música eletrônica e ainda lembra o velho Arctic Monkeys. Preciso falar mais? Imagens dizem mais do que palavras, certo?
“Tomorrow’s just a song away, a song away, a song away”, a frase mais cantada do “novo” indie rock.
- A última que vou listar agora, se não é a melhor em termos sonoros, é a melhor em termos de nome, ou será que Skint and Demoralised é um nome normal? Minha mãe jamais acreditaria que isso é o nome de uma banda. Letra mais falada do que cantada, declaração formidável para uma garota na música “Red Lipstick”, porém, sinto que ainda falta algo. Independente disso, já é uma das melhores bandas dos últimos anos.
Somando o indie rock das bandas de new grave, que estão fazendo bonito (como eu disse lá em cima), ao que citei agora, parece que em 2010 terá um novo boom do indie rock (hihi, kidding).
* OK, agora eu vou indo. Resolvi falar do Planeta Terra só após o evento. Na próxima, comento sobre o Boss in Drama, Vampire Diaries e tem mais banda nova. Até.






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